O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira, 6 de novembro, que está considerando a possibilidade de suspender o imposto federal sobre a gasolina. A declaração ocorre em um momento de preocupação crescente com os elevados preços dos combustíveis, que representam um risco político para o republicano às vésperas das eleições de meio de mandato, marcadas para novembro, nas quais o controle do Congresso está em jogo.
Durante uma entrevista, Trump declarou: “Estamos pensando nisso”, ao ser questionado sobre a possibilidade de suspender o imposto federal sobre a gasolina, sem fornecer detalhes adicionais sobre a medida. Sua manifestação reforça o discurso que vem adotando nos últimos meses, apoiando a suspensão do imposto federal sobre a gasolina como uma estratégia para aliviar o impacto do aumento dos preços no bolso dos consumidores.
A discussão sobre a suspensão do imposto ocorre pouco após Trump ter assinado um decreto que amplia o acesso ao diesel isento de impostos, uma ação divulgada durante um comício realizado em Nebraska. A medida busca, segundo o próprio ex-presidente, facilitar o abastecimento de combustíveis durante o período eleitoral, em um momento de alta nos preços dos combustíveis nos Estados Unidos.
Os preços da gasolina e do diesel vêm subindo de forma acentuada devido à combinação de fatores internacionais, incluindo a guerra entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã, e a invasão russa à Ucrânia. Esses conflitos têm provocado ataques a refinarias no Oriente Médio e na Rússia, afetando a oferta global de petróleo e, consequentemente, elevando os custos de produção e distribuição de combustíveis. Como resultado, os preços ao consumidor têm atingido níveis considerados elevados, contribuindo para o aumento do custo de vida dos norte-americanos, especialmente nas regiões mais afetadas pelo aumento dos preços de combustíveis.
Atualmente, para que haja a suspensão do imposto federal de 18,4 centavos de dólar por galão de gasolina, é necessária a aprovação de uma lei pelo Congresso dos Estados Unidos. Essa medida, no entanto, encontra obstáculos políticos, uma vez que o controle do Legislativo é dividido, com os republicanos mantendo uma maioria estreita tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado.
A popularidade de Trump também tem sido afetada pelo contexto econômico, com uma pesquisa realizada pela Reuters/Ipsos concluída na última segunda-feira indicando uma taxa de aprovação do ex-presidente em 32%, um nível considerado mínimo histórico. A pesquisa revela que a principal preocupação dos norte-americanos atualmente é o alto custo de vida, impulsionado pelos preços elevados da gasolina e do diesel, fatores que têm impacto direto na percepção pública sobre a gestão de Trump e o cenário político em geral.