Os funcionários dos Correios em diversas regiões do estado de São Paulo decidiram oficialmente pelo fim da greve na noite desta quinta-feira, dia 24 de outubro. A decisão foi tomada durante assembleia do Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios Telégrafos e Similares de São Paulo, Grande São Paulo e Zona Postal de Sorocaba (Sintect-SP). A informação foi divulgada por meio de um vídeo compartilhado nas redes sociais da entidade sindical, confirmando o encerramento do movimento grevista.
A desmobilização ocorreu após uma decisão da Justiça do Trabalho, que votou favoravelmente aos grevistas ao rejeitar a alegação dos Correios de que a paralisação seria abusiva. A ministra Maria de Nazaré Medeiros da Rocha, relatora do caso no Tribunal Superior do Trabalho (TST), indeferiu um pedido feito pela estatal para aplicar uma multa de R$ 100 mil aos trabalhadores, mas determinou que os dias de paralisação fossem compensados integralmente por meio de mutirões de trabalho. Além disso, a decisão estabeleceu o retorno imediato às atividades, com efeito já para a manhã desta sexta-feira, dia 25.
A greve dos Correios teve início em 10 de outubro, após aprovada em assembleias realizadas pela Federação Interestadual dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos e Similares (Findect). A mobilização ocorreu em várias regiões do país e representou uma nova etapa na campanha salarial dos trabalhadores, cujo movimento foi motivado pelo impasse nas negociações com a empresa. Um dos principais pontos de disputa foi o plano de saúde dos funcionários, que esteve na pauta de reivindicações e contribuiu para o descontentamento que culminou na greve.
A paralisação, que durou cerca de duas semanas, teve impacto em diversos serviços postais no estado de São Paulo, gerando preocupação entre usuários e empresas que dependem das entregas. Contudo, a decisão judicial de obrigar a retomada das atividades e a compensação dos dias parados busca minimizar os efeitos da greve e garantir o funcionamento regular dos serviços dos Correios.
A decisão do TST reforça o entendimento de que a legislação trabalhista visa equilibrar o direito de greve com a necessidade de manter os serviços essenciais em funcionamento. Com o encerramento do movimento, espera-se que as atividades dos Correios sejam plenamente normalizadas nos próximos dias, embora o impasse sobre o plano de saúde possa continuar sendo pauta de negociações futuras entre os representantes sindicais e a estatal.