AO VIVO: Rádio JMV
--:--
26°C ☀️ Ensolarado
USD R$ --
BTC $ --
JMV News
Programa Atual
JMV News - Notícias e Atualizações em Tempo Real 24 horas
Agência Internacional de Energia revisa para cima previsão de queda no consumo global de petróleo em 2026 • México e Estados Unidos aceleram negociações para acordo comercial antes das eleições de meio de mandato nos EUA • Diagnóstico precoce de baixa visão na infância é fundamental para o desenvolvimento integral da criança • Especialista alerta que Brasil está atrasado na adaptação à era digital e à inteligência artificial • Memorial de 11 de setembro completa 25 anos e as imagens do atentado continuam impactando o mundo • Inflação oficial registra queda de 0,32% em agosto, impulsionada pela redução no custo de energia elétrica • Crescimento dos ETFs no Brasil é lento, mas sinais de expansão apontam para futuro promissor, avalia especialista • Governo federal monitora 399 municípios do Centro-Oeste devido ao aumento do risco de incêndios com o fenômeno El Niño • Ibovespa recua diante de dados de inflação no Brasil e nos Estados Unidos e dólar apresenta queda • Banco Inter promove campanha de renegociação de dívidas com descontos de até 98% até 30 de setembro • Agência Internacional de Energia revisa para cima previsão de queda no consumo global de petróleo em 2026 • México e Estados Unidos aceleram negociações para acordo comercial antes das eleições de meio de mandato nos EUA • Diagnóstico precoce de baixa visão na infância é fundamental para o desenvolvimento integral da criança • Especialista alerta que Brasil está atrasado na adaptação à era digital e à inteligência artificial • Memorial de 11 de setembro completa 25 anos e as imagens do atentado continuam impactando o mundo • Inflação oficial registra queda de 0,32% em agosto, impulsionada pela redução no custo de energia elétrica • Crescimento dos ETFs no Brasil é lento, mas sinais de expansão apontam para futuro promissor, avalia especialista • Governo federal monitora 399 municípios do Centro-Oeste devido ao aumento do risco de incêndios com o fenômeno El Niño • Ibovespa recua diante de dados de inflação no Brasil e nos Estados Unidos e dólar apresenta queda • Banco Inter promove campanha de renegociação de dívidas com descontos de até 98% até 30 de setembro •

México e Estados Unidos aceleram negociações para acordo comercial antes das eleições de meio de mandato nos EUA

•Reuters

México e Estados Unidos estão empenhados em concluir um acordo comercial bilateral antes das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, marcadas para o dia 3 de novembro, uma iniciativa que ganhou urgência após o colapso das negociações entre Washington e Ottawa no mês passado. Segundo fontes de ambos os países, que solicitaram anonimato devido à confidencialidade do processo, as negociações visam um entendimento provisório que possa aliviar algumas tarifas americanas ao México, ao mesmo tempo em que atendem às demandas dos EUA relativas a conteúdo automotivo e controle de investimentos chineses.

O esforço é motivado por benefícios políticos, uma vez que tanto o governo mexicano quanto o norte-americano veem na assinatura de um acordo antes das eleições uma oportunidade de exibir uma vitória política, especialmente diante do risco de perda do controle do Congresso pelo Partido Republicano, liderado pelo presidente Donald Trump. Autoridades mexicanas destacam que o governo da presidente Claudia Sheinbaum, que apresentou recentemente seu orçamento para 2027, considera a assinatura de um tratado comercial crucial para assegurar a estabilidade dos mercados e reforçar a confiança dos investidores em meio a preocupações econômicas e à deterioração da classificação de crédito do país.

Embora não exista um prazo formal estabelecido, o governo mexicano enfatiza a importância de avançar rapidamente, dada a fragilidade econômica e o cenário político interno. Um porta-voz do Ministério da Economia do México afirmou que “não há prazos específicos neste momento”, reforçando o compromisso do país com o diálogo contínuo com Washington. As autoridades americanas, incluindo o Representante Comercial dos EUA e a Casa Branca, ainda não se pronunciaram oficialmente sobre o andamento das negociações.

A iniciativa do México ocorre em um contexto de tensões comerciais crescentes, especialmente após o fracasso das negociações com o Canadá, que resultou na imposição de tarifas por parte de Washington sobre bebidas alcoólicas, motocicletas e laticínios canadenses, além de uma resposta de Ottawa de igualar as tarifas americanas. Essa disputa tarifária reforçou a estratégia mexicana de evitar confrontos diretos com os EUA, apostando na cooperação para obter concessões tarifárias.

No cenário das negociações, o ritmo acelerado foi evidenciado pela reunião virtual entre o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, e a governadora mexicana Claudia Sheinbaum, ocorrida na quinta-feira, dia 10, menos de duas semanas após a proposta de legislação de Sheinbaum que ampliaria os poderes do governo mexicano para analisar e bloquear aquisições estrangeiras de empresas nacionais. Essa medida é vista como uma resposta às pressões dos EUA por maior rigor na análise de investimentos chineses.

As negociações também envolvem o futuro do pacto USMCA, que regula o comércio entre EUA, México e Canadá. O acordo, que foi renovado em 2020 por um período de 16 anos, enfrenta incertezas desde julho, quando os EUA sinalizaram a possibilidade de não renová-lo por mais tempo, embora o tratado continue vigente com revisões anuais. O governo Trump tem utilizado esse instrumento para pressionar por concessões adicionais de ambos os países, especialmente em relação às tarifas da Seção 232, que impõem tarifas de 50% sobre aço mexicano e canadense e de 25% sobre veículos.

Antes do colapso nas negociações com o Canadá, havia expectativas de que Washington pudesse oferecer ao México condições semelhantes às discutidas com Ottawa, incluindo uma tarifa de 15% sobre veículos importados, com possibilidade de redução adicional mediante aumento do conteúdo americano, elevando a taxa efetiva para cerca de 7%. Para isso, o México estaria disposto a ceder às exigências americanas por maior conteúdo local, especialmente em motores, eletrônicos e software, embora oficialmente continue resistindo a imposições explícitas nesse sentido.

A estratégia mexicana também busca evitar o isolamento provocado pelas tarifas da Seção 232, que atualmente impõem tarifas de 50% sobre aço e 25% sobre veículos de países como Canadá e México. Essas tarifas, justificadas por razões de segurança nacional, têm impactado significativamente o comércio automotivo na região. Washington tem negociado tarifas menores com outros parceiros, como Japão, União Europeia, Coreia do Sul e Reino Unido, o que alimenta a expectativa de que uma solução possa ser alcançada em breve para o México.

De acordo com especialistas, um acordo provisório com os EUA poderia não apenas reduzir os custos para os consumidores americanos, mas também consolidar uma vitória política para o governo Trump, que poderia atribuir ao Canadá a responsabilidade pelo impasse. Contudo, obstáculos permanecem, especialmente a resistência do México às exigências de conteúdo local explícito, além das complexidades envolvendo o alinhamento de interesses comerciais e estratégicos entre os dois países.

Darwin Andrade – Jornalista do JMV News
Jornalista

Darwin Andrade