A China anunciou nesta sexta-feira, 21 de outubro, que adotará novas ações de política fiscal com o objetivo de impulsionar o crescimento econômico em um momento de desaceleração da sua segunda maior economia. O vice-ministro das Finanças, Liao Min, afirmou que o país manterá a continuidade e a estabilidade das políticas macroeconômicas, além de planejar e alocar recursos fiscais de forma estratégica a longo prazo, de modo a sustentar a recuperação econômica.
Durante uma coletiva de imprensa, Liao destacou que uma parcela maior dos gastos fiscais será direcionada às famílias e ao consumo, refletindo a estratégia do governo de fortalecer a demanda interna. Essa iniciativa busca estimular o consumo doméstico, que é considerado fundamental para equilibrar o crescimento econômico diante de desafios globais e internos. O governo chinês também reforçou seu compromisso de intensificar a coordenação entre as políticas fiscal, monetária e industrial, além de aprimorar o conjunto de ferramentas disponíveis à medida que as condições econômicas evoluem.
Liao Min anunciou ainda que as autoridades estão preparando novas medidas de apoio fiscal e financeiro para o segundo semestre do ano, em uma tentativa de mitigar os efeitos da desaceleração. Nesse contexto, o governo trabalha em parceria com o Banco Central e outros órgãos reguladores para melhorar a coordenação das políticas econômicas, embora não tenha divulgado detalhes específicos sobre as ações futuras.
Como parte das medidas de estímulo, o Ministério das Finanças informou que foram ampliados os subsídios aos juros de empréstimos concedidos a pequenas empresas privadas e consumidores. Essa estratégia visa facilitar o acesso ao crédito e estimular a demanda doméstica, especialmente em setores considerados prioritários para a recuperação econômica do país.
Além disso, os líderes chineses reafirmaram, na reunião do Politburo realizada em julho, o compromisso de apoiar a economia por meio do aumento dos gastos fiscais em projetos de infraestrutura já orçados para o restante do ano. Essa decisão evita a implementação de novas medidas de estímulo de grande porte, focando na execução de investimentos previamente planejados, que devem contribuir para sustentar o ritmo de crescimento sem ampliar significativamente o déficit fiscal.
A postura do governo chinês evidencia uma abordagem cautelosa e planejada para enfrentar a desaceleração econômica, buscando equilibrar estímulos pontuais com a estabilidade fiscal e a sustentabilidade de longo prazo. As ações anunciadas refletem a preocupação de Pequim em manter a recuperação econômica sob controle, ao mesmo tempo em que busca fortalecer a demanda interna e evitar riscos de instabilidade financeira.