A mineradora australiana BHP divulgou seus resultados financeiros referentes ao ano fiscal encerrado em 30 de junho de 2026, apresentando um lucro líquido de US$ 9,83 bilhões, o que representa um aumento de 9% em relação ao mesmo período do ano anterior. Os dados foram publicados na Bolsa de Valores da Austrália na terça-feira, dia 18, evidenciando o fortalecimento do desempenho da companhia, especialmente no segmento de cobre, que se consolidou como principal motor de crescimento.
O lucro por ação diluída atingiu US$ 1,932, comparado a US$ 1,774 em 2025, enquanto a receita totalizou US$ 58,8 bilhões, indicando uma alta de 15% na comparação anual. Além disso, o resultado financeiro subjacente — que exclui itens extraordinários — alcançou US$ 13,2 bilhões, crescendo 30% em relação ao ano anterior, superando as expectativas dos analistas, que previam um lucro de aproximadamente US$ 12,7 bilhões, conforme dados da plataforma Visible Alpha.
Outro indicador importante, o EBITDA (lucro antes de juros, tributos, depreciação e amortização) subjacente, totalizou US$ 32,95 bilhões, ante US$ 25,98 bilhões em 2025. Este aumento reflete a melhora na rentabilidade da companhia, impulsionada pelo desempenho dos seus principais ativos.
Um destaque do balanço é a contribuição significativa do setor de cobre para os resultados da BHP. Pela primeira vez, o cobre respondeu por mais da metade do EBITDA subjacente da empresa, representando 54% do total. Este setor tem se mostrado fundamental para o crescimento da mineradora, com a produção de aproximadamente 2 milhões de toneladas métricas de cobre pelo segundo ano consecutivo. O CEO Brandon Craig afirmou que “o cobre é o motor que impulsiona o crescimento da BHP” e destacou que, pela primeira vez, esse segmento gerou um fluxo de caixa livre considerável, demonstrando sua capacidade de se autofinanciar.
A companhia anunciou um dividendo final de 99 centavos por ação, elevando o pagamento total ao longo do ano para US$ 1,72 por ação, o valor mais alto em quatro anos. Este montante ficou acima da expectativa do mercado, que estimava um pagamento de US$ 1,54 por ação.
No âmbito operacional, a BHP informou que a produção na mineradora Samarco, uma joint venture de participação igualitária com a Vale, aumentou 25%, atingindo 7,8 milhões de toneladas métricas de minério de ferro. Este crescimento foi resultado de uma performance melhor do que a planejada do concentrador da unidade. Para o próximo ano fiscal, a empresa projeta uma produção da Samarco entre 7,5 milhões e 8 milhões de toneladas métricas, considerando a parcela correspondente à sua participação na empreendimento.
Esses resultados reforçam a recuperação financeira e operacional da BHP, que mantém o foco na expansão de seus principais segmentos, especialmente o de cobre, considerado estratégico para a transição energética global.