Nos próximos dias, o Brasil deverá registrar temperaturas extremamente elevadas devido à terceira onda de calor do ano, um fenômeno climático que promete afetar várias regiões do país com temperaturas que podem chegar a 42 graus Celsius. A previsão, elaborada por especialistas em meteorologia, indica que o Centro-Oeste, Norte e Sudeste serão as áreas mais impactadas, com temperaturas máximas que podem ultrapassar ou atingir esses patamares.
No Centro-Oeste, as temperaturas mais altas estão previstas para Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiás, onde os termômetros podem marcar entre 40°C e 42°C. Essa região, tradicionalmente conhecida por seu clima quente, deve experimentar ondas de calor intensas, elevando o risco de problemas de saúde relacionados ao calor extremo e aumentando a demanda por medidas de proteção à população. No Norte, o estado do Tocantins também deve registrar temperaturas próximas a 42°C, enquanto áreas de Rondônia e do sul do região do Pará deverão apresentar temperaturas entre 37°C e 39°C, indicando uma forte presença de massas de ar quente na região.
Já na região Sudeste, o calor intenso deve afetar principalmente o norte e o oeste de São Paulo, o Triângulo Mineiro e o noroeste de Minas Gerais, com temperaturas variando entre 37°C e 39°C. Essas regiões, que já enfrentam altas temperaturas em períodos de verão, terão um aumento na intensidade do calor, o que reforça a necessidade de cuidados adicionais por parte da população. No Nordeste, previsões indicam temperaturas similares às do Sudeste, especialmente no oeste da Bahia, assim como no sul do Maranhão e do Piauí, regiões que também devem experimentar temperaturas elevadas durante o período.
A previsão é de que essa onda de calor se estenda até o dia 20 de agosto, prolongando o período de temperaturas extremas. Além disso, análises da empresa de meteorologia Climatempo alertam que capitais como Cuiabá, Goiânia, Brasília, Palmas e Teresina podem alcançar novos recordes de calor para o ano de 2026, reforçando a gravidade da situação.
A região Sul do Brasil também será afetada por essa massa de ar quente. No norte e oeste do Paraná, as temperaturas podem variar entre 35°C e 37°C, enquanto no oeste de Santa Catarina e no noroeste e oeste do Rio Grande do Sul, as máximas devem ficar entre 32°C e 34°C. Esses índices indicam que o fenômeno, gerado por um sistema de alta pressão atmosférica que se intensifica sobre o interior do país, provoca um bloqueio na circulação de massas de ar frio, contribuindo para a manutenção de temperaturas elevadas por vários dias consecutivos.
Para que um fenômeno seja classificado tecnicamente como onda de calor, a temperatura deve permanecer pelo menos 5°C acima da média por mais de cinco dias seguidos. Nesse contexto, especialistas recomendam a adoção de medidas de proteção à saúde, incluindo a ingestão constante de líquidos, evitar atividades físicas entre 10h e 16h, usar roupas leves, além de manter ambientes ventilados ou com ar-condicionado para garantir o conforto térmico e prevenir problemas relacionados ao calor excessivo.