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Polícia Federal investiga Grupo Fictor por suposta tentativa de aquisição do Banco Master

O Grupo Fictor, que protocolou um pedido de recuperação judicial no último domingo (1º de fevereiro), está sob investigação da Polícia Federal (PF). A empresa fez uma proposta para adquirir o Banco Master em novembro do ano passado, o que suscitou dúvidas sobre possíveis crimes financeiros entre os diretores da holding. Segundo uma matéria do Metrópoles, assinada por Mirelle Pinheiro, o inquérito está sendo conduzido pela Delegacia de Repressão à Corrupção e aos Crimes Financeiros em São Paulo (Delecor), especializada em casos de lavagem de dinheiro e infrações ao sistema financeiro.

No processo de recuperação judicial, o Grupo Fictor declarou que está buscando maneiras de saldar R$ 4 bilhões em dívidas. O proprietário do Banco Master, Daniel Vorcaro, relatou à PF que tentou facilitar a venda de sua instituição ao Fictor com o suporte de investidores árabes. Contudo, a transação foi impedida pelo Banco Central, que decidiu liquidar a instituição devido a indícios de fraudes relacionadas à emissão de R$ 12,2 bilhões em títulos falsos.

O Grupo Fictor argumenta que a ação do Banco Central prejudicou sua reputação. A solicitação de recuperação judicial foi apresentada pelos advogados do grupo como resultado de uma “crise de liquidez” que começou após a proposta de compra do Banco Master, com o apoio de fundos não identificados dos Emirados Árabes Unidos. Vale ressaltar que o Banco Central decretou a liquidação do Master um dia após a oferta do Grupo Fictor, em 18 de novembro de 2025.

Conforme informações coletadas pelo Metrópoles, na coluna Grande Angular, no âmbito cível, a Fictor Holding e a Fictor Invest Ltda. conseguiram uma decisão liminar do Tribunal de Justiça de São Paulo que suspende, por 30 dias, ações judiciais contra as empresas. O juiz Adler Batista Oliveira Nobre, da 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais, destacou que o aumento das execuções poderia comprometer permanentemente a continuidade das atividades empresariais, o que justificou a concessão parcial da tutela de urgência.

Apesar dessa proteção judicial temporária, a investigação criminal prossegue sem qualquer impacto da recuperação judicial. Fontes próximas ao caso indicam que os desafios enfrentados pelos administradores do Grupo Fictor vão além da reestruturação financeira, envolvendo também suspeitas de lavagem de dinheiro e outras irregularidades que podem levar a responsabilidades penais.

Darwin Andrade – Jornalista do JMV News
Jornalista

Darwin Andrade