A Polícia Rodoviária Federal (PRF) se manifestou em resposta à movimentação em torno da “caminhada da liberdade”, liderada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que partiu de Paracatu (MG) rumo a Brasília (DF), reunindo manifestantes ao longo das estradas. Em entrevista ao Metrópoles nesta quarta-feira (21/1), a PRF destacou que, além de mencionar os perigos associados ao tráfego de veículos nas rodovias, não recebeu aviso prévio sobre o evento.
Hoje marca o terceiro dia da marcha de Nikolas, que deve chegar à capital federal no próximo domingo (25/1). O ato é um protesto em prol da “justiça e liberdade” no Brasil, defendendo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e os condenados do 8 de Janeiro, que, segundo o deputado mineiro, são vítimas de uma “perseguição sistemática”.
Durante o percurso, que passou pela cidade de Cristalina (GO), Nikolas atraiu cerca de 100 pessoas, entre bolsonaristas e apoiadores, que caminhavam pelo acostamento das rodovias federais, enquanto os veículos transitavam. A PRF informou que o monitoramento dos manifestantes será constante, mas ressaltou que não recebeu notificação para que os órgãos de segurança viária pudessem se preparar e assegurar a proteção dos participantes.
Nikolas completou o segundo dia de sua jornada em direção à “liberdade” até Brasília. A marcha deve cobrir mais de 200 km, com chegada prevista para domingo (25/1), onde uma manifestação em apoio ao ex-presidente está programada. De acordo com o deputado, no primeiro dia foram percorridos 36 km, e no segundo, 76. A mobilização continua hoje, recebendo parlamentares e aliados.
Entre os presentes, estão deputados como Gustavo Gayer (PL-GO), André Fernandes (PL-CE) e Zucco (PL-RS), além do senador Márcio Bittar (PL-AC). O deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP) anunciou sua participação na marcha nesta terça-feira.
Além de clamar por “justiça” para os condenados do 8 de Janeiro e para Bolsonaro, Nikolas também expressa seu descontentamento em relação às decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), convocando a “consciência nacional” e incentivando os manifestantes a se unirem ao ato como forma de “enfrentar” a Justiça.