Filipe Martins, que atuou como assessor especial para Assuntos Internacionais durante a presidência de Jair Bolsonaro (PL), teve sua prisão domiciliar determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), neste sábado (27/12). Ele foi identificado como integrante do denominado núcleo 2 na denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) em relação à conspiração golpista.
Juntamente com mais quatro cúmplices, Filipe é acusado de ser um dos responsáveis pela criação da “minuta do golpe”, além de monitorar e planejar o assassinato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e do ministro Alexandre de Moraes. O grupo também teria se articulado dentro da Polícia Rodoviária Federal (PRF) para dificultar o acesso dos eleitores da Região Nordeste às urnas durante as eleições de 2022.
Conforme informações da defesa, a Polícia Federal (PF) realizou uma busca pessoal em sua residência em Ponta Grossa, no Paraná, neste sábado.
O ex-assessor de Bolsonaro foi condenado a 21 anos de prisão em um julgamento que envolveu o núcleo 2 da conspiração golpista. Ele foi acusado pela PGR de coordenar as ações de uma organização criminosa que buscava garantir a permanência de Bolsonaro no poder. O Supremo Tribunal Federal apontou que Filipe desempenhou um papel ativo no plano golpista, monitorando autoridades e tentando obstruir o voto nas eleições de 2022, através de ações da PRF no dia da eleição, com foco especial no Nordeste, para favorecer Jair Bolsonaro.
Na lista de condenados do núcleo 2, destaca-se que o delegado da Polícia Federal e ex-diretor de Operações do Ministério da Justiça, Fernando de Sousa Oliveira, foi absolvido por falta de evidências.
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