Os advogados de Silvinei Vasques, ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF), encaminharam um pedido ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, para que ele seja mantido em custódia em Santa Catarina, sua residência, ou no 19º Batalhão da Polícia Militar, popularmente conhecido como “Papudinha”, em Brasília (DF). Neste sábado (27/12), Silvinei está sendo transferido de Foz do Iguaçu (PR) para a capital federal.
No documento apresentado a Moraes, a defesa argumenta que a escolha do local de detenção, especialmente em caso de prisão cautelar, deve seguir critérios técnicos e personalizados, que são compatíveis com a natureza da medida, sem confundí-la com uma antecipação de pena ou com finalidades simbólicas.
Os advogados citam laços familiares e direitos, como o fato de Silvinei ser reservista da Polícia Militar, para justificar a solicitação. Preferencialmente, a defesa indica que o ex-diretor deve ser mantido em custódia nas cidades de São José (SC) ou Florianópolis (SC).
A defesa ressalta que “a continuidade da custódia de Silvinei Vasques no Estado de Santa Catarina, preferencialmente nos municípios de São José ou Florianópolis, é uma medida adequada, proporcional e recomendada do ponto de vista jurídico, dado que o requerente possui vínculos familiares, sociais e profissionais sólidos naquela região.”
Se Moraes decidir que a detenção deve ocorrer em Brasília, os advogados pedem que ele seja mantido na “Papudinha”, citando a estrutura “adequada” do local para casos de alta exposição institucional, o que diminuiria riscos à segurança do custodiado.
Em relação à sua prisão, Silvinei foi detido na madrugada de sexta-feira (26/12) no Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, em Assunção, enquanto tentava embarcar em um voo com destino ao Panamá, que seguiria para El Salvador. Ele foi condenado a 24 anos e 6 meses de prisão pelo STF por sua participação em um esquema golpista para manter o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no poder. Durante sua fuga, Silvinei teria rompido a tornozeleira eletrônica e deixado o Brasil, provavelmente através da fronteira com o Paraguai.
De acordo com as investigações, ele tentou embarcar com um passaporte falso, sendo preso por autoridades locais. O plano incluía a tentativa de enganar os controles de imigração, se passando por um cidadão paraguaio com o nome de Julio Eduardo Fernandez.
Após a prisão realizada pela polícia paraguaia, Silvinei foi entregue às autoridades brasileiras em Foz do Iguaçu (PR) na noite da última sexta-feira. Ele foi transportado de carro de Ciudad del Este até a fronteira e, após passar a noite na cidade paranaense, está sendo levado para Brasília em um voo da Polícia Federal neste sábado.