O influenciador Vitor Vieira Belarmino se apresentou na 42ª Delegacia de Polícia do Rio de Janeiro nesta segunda-feira, 19 de maio. Ele é acusado de atropelar e matar um fisioterapeuta que havia se casado recentemente, e estava foragido há 10 meses. O incidente ocorreu em 13 de julho de 2024, na pista da praia do Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste da cidade. Belarmino enfrenta acusações de homicídio doloso, que implica intenção de matar, além de omissão de socorro. Desde a semana do acidente, ele estava foragido.
Em entrevista ao Metrópoles, a defesa de Vitor afirmou que ele se apresentou voluntariamente à polícia com o intuito de colaborar com a Justiça e esclarecer os acontecimentos. A Polícia Civil do Rio confirmou a presença do influenciador e informou que o mandado de prisão que estava pendente foi cumprido.
Os advogados de Bruna Kikuta, viúva do fisioterapeuta Fábio Toshiro Kikuta, expressaram que sua cliente se sente aliviada ao ver a Justiça “finalmente cumprindo seu papel.” “Nada trará Fábio de volta, mas isso traz alguma esperança de que a impunidade não prevalecerá,” declarou a defesa em resposta à reportagem.
Vitor Vieira, que dirigia um BMW no momento do incidente, acumula 280 mil seguidores nas redes sociais, onde frequentemente exibe seu carro de luxo. Ele é também conhecido como atleta de futebol freestyle. O fisioterapeuta Fábio Toshiro Kikuta, de 42 anos, havia recentemente se casado com Bruna Villarinho. O casal havia deixado suas malas no hotel onde ficariam hospedados no Recreio dos Bandeirantes e, após se acomodar, decidiu dar uma caminhada pela orla.
Enquanto atravessavam a via de mãos dadas, Fábio foi atropelado e morreu no local. O acidente foi capturado por uma câmera de segurança e testemunhas relataram à polícia que o veículo estava em alta velocidade e sendo dirigido de forma imprudente.
Após o atropelamento, o carro foi localizado, mas o motorista, Vitor, não estava presente. A Justiça do Rio de Janeiro emitiu um mandado de prisão contra ele, que desde então era considerado foragido. A investigação está sob responsabilidade da 42ª DP (Recreio dos Bandeirantes), que continua a coletar depoimentos. A Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCRJ) apurou que Vitor estava acompanhado por cinco mulheres no momento do acidente.
As mulheres afirmaram em depoimento que o influenciador não havia consumido álcool e que o acidente ocorreu após uma tentativa de ultrapassagem. Todas também enfrentam acusações por omissão de socorro. O inquérito da 42ª DP revelou que Vitor estava a uma velocidade de 109 km/h no momento do acidente, tendo atingido até 160 km/h pouco antes do impacto, embora o limite de velocidade na via seja de 70 km/h.