Goiânia – Maicon Douglas, filho do síndico Cleber Rosa de Oliveira, não é considerado culpado pelo assassinato da corretora Daiane Alves de Souza, de 43 anos, conforme investigações da Polícia Civil de Goiás (PCGO). Cleber é apontado como o único responsável pelo crime e pela ocultação do corpo de Daiane. A expectativa é de que Maicon seja liberado ainda hoje, quinta-feira (19/2).
O delegado André Barbosa, do Grupo de Investigações de Homicídios (GIH) de Caldas Novas, onde o crime ocorreu, informou que no momento do assassinato, o filho do síndico estava em Catalão (GO). Sua ligação com o caso se deu por conta de um pedido do pai para adquirir um novo celular, a fim de realizar a portabilidade de aplicativos bancários, além de providenciar procurações que permitissem a ele assumir a gestão do condomínio em questão.
De acordo com a PCGO, Cleber agiu de forma isolada no crime. Ele atacou Daiane no subsolo do edifício onde residia, com um plano premeditado, desligando o disjuntor do apartamento da corretora para interromper a energia e forçá-la a descer ao subsolo.
A relação entre a corretora e o síndico era marcada por desavenças. Segundo o delegado Barbosa, Cleber administrava os imóveis da família de Daiane, mas devido a conflitos, a corretora se mudou para Caldas Novas para gerenciar os bens da família.
A Polícia esclarece que Cleber interferia nas atividades profissionais de Daiane, o que resultou em diversos boletins de ocorrência entre eles e um processo judicial movido pela corretora. Vale destacar que o desfecho do processo, favorável a Daiane, ocorreu poucos dias antes do crime, o que, segundo a PCGO, poderia ter motivado o ato violento.
Durante a coletiva de imprensa, o investigador revelou que Cleber forneceu informações falsas em seus depoimentos, afirmando inicialmente que houve uma luta corporal com a corretora, na qual ele estaria armado e que a arma disparou acidentalmente. No entanto, um vídeo recuperado do celular da vítima revela a verdadeira dinâmica do crime, mostrando Cleber atacando Daiane por trás, usando luvas e capuz. Após a agressão, a corretora foi colocada no porta-malas do carro de Cleber e levada para uma área de mata a cerca de 15 km de Caldas Novas, onde seu corpo foi encontrado. A mulher foi assassinada com dois tiros na cabeça.