A Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro (RJ) anunciou, nesta sexta-feira (26/12), que a média de atendimentos diários nos últimos três dias de calor extremo na cidade foi de 450. Até o momento, foram contabilizadas 1.347 consultas. Os problemas mais frequentes incluem fraqueza, tontura, desmaios e queimaduras solares.
Desde a tarde do dia 24 de dezembro, a cidade está em estágio 3 de calor – numa escala que vai até 5 – com temperaturas variando entre 36°C e 40°C. Segundo o AlertaRio, a expectativa é que os próximos três dias mantenham esse padrão, podendo triplicar o número de atendimentos nas unidades de saúde. A capital fluminense deve permanecer com céu claro a parcialmente nublado, sem previsão de chuvas, com ventos fracos a moderados e temperaturas elevadas.
A partir de terça-feira da próxima semana (30/12), há possibilidade de chuvas fracas a moderadas, o que pode ajudar a reduzir as altas temperaturas. A prefeitura do Rio recomenda que a população aumente a ingestão de água, mesmo na ausência de sede; evite bebidas alcoólicas; use roupas leves e arejadas; minimize a exposição ao sol, especialmente entre 10h e 16h; evite atividades físicas intensas; utilize protetor solar e busque atendimento médico em caso de mal-estar.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) aponta que a onda de calor é resultado de um bloqueio atmosférico, que provoca temperaturas até cinco graus acima do normal para esta época do ano. O órgão emitiu um alerta vermelho para ondas de calor nas regiões Sul, Centro-Oeste e, especialmente, no Sudeste do país. As altas temperaturas devem afetar grande parte do Brasil até a próxima segunda-feira (29/12). O alerta vermelho indica “grande perigo”, sinalizando uma situação de calor extremo que pode ameaçar a saúde e a vida das pessoas. A capital fluminense está classificada como em nível severo.
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