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Fim de semana com contrastes: manhãs frias e tardes quentes no Brasil

O mês de maio continua a ser caracterizado pela falta de chuvas em diversas regiões do Brasil. Um novo bloqueio atmosférico, causado por um sistema de alta pressão no Sul do país, impede que frentes frias se desloquem para o centro-sul, pelo menos até a próxima semana. Assim, os dias seguintes devem manter o padrão de manhãs frias e tardes quentes.

Esse período de tempo seco e altas temperaturas, conhecido como veranico, deve persistir até, pelo menos, o dia 20 de maio, com previsões de temperaturas que podem chegar a 5°C acima da média. O fenômeno também traz consigo essa alternância entre manhãs frescas e tardes quentes.

O meteorologista Angel Domínguez Chovert, do Centro de Excelência em Estudos, Monitoramento e Previsões Ambientais do Cerrado (Cempa) da Universidade Federal de Goiás (UFG), esclarece a razão por trás das variações bruscas de temperatura ao longo do dia. Segundo ele, isso se deve ao resfriamento radiativo — um processo em que a superfície da Terra perde calor ao emitir radiação infravermelha, especialmente durante a madrugada, em condições de céu limpo e sem nuvens.

“O veranico está ligado a sistemas que inibem a formação de nuvens, o que favorece o resfriamento radiativo durante a madrugada. Com a radiação escapando, a temperatura diminui. Durante a tarde, a ausência de chuvas e a radiação solar menos difusa resultam em um aumento significativo das temperaturas ao longo do dia”, explica Chovert.

Essas mudanças drásticas de temperatura podem afetar a saúde, especialmente de grupos mais vulneráveis. Conforme a Climatempo, flutuações repentinas podem provocar problemas cardíacos, uma vez que a rápida transição do frio para o calor torna o sangue mais viscoso, contrai as artérias e pode causar uma queda na pressão arterial. Isso exige mais do organismo para manter a circulação sanguínea adequada.

Por outro lado, uma mudança brusca do calor para o frio pode aumentar a pressão arterial e provocar crises hipertensivas. Portanto, pessoas com condições cardíacas pré-existentes são mais suscetíveis a essas oscilações térmicas.

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Darwin Andrade – Jornalista do JMV News
Jornalista

Darwin Andrade