Os admiradores de “South Park” terão que aguardar um pouco mais para conferir o novo episódio da série. O capítulo que estava programado para ser exibido ontem foi adiado, e a informação veio acompanhada de uma declaração incomum dos criadores Trey Parker e Matt Stone.
O que ocorreu? O comunicado esclareceu que a produção foi deixada para o último momento, o que prejudicou o processo. Os criadores assumiram a culpa pelo atraso e prometeram que o novo episódio da temporada será exibido na próxima semana. Na mensagem, Parker e Stone expressaram agradecimentos ao Comedy Central, canal que transmite a série nos Estados Unidos, e ao público pela compreensão.
Esse não é o primeiro ajuste no cronograma da 27ª temporada. A frequência das exibições já havia sido alterada de semanal para quinzenal, e mesmo assim, a série continua a bater recordes de audiência. De acordo com o Comedy Central, os próximos seis episódios estão programados para estrear nos dias 24 de setembro, 15 e 29 de outubro, 12 e 26 de novembro e 10 de dezembro, embora a emissora tenha alertado que o cronograma pode ser alterado.
O episódio adiado seria o primeiro após o assassinato do ativista conservador Charlie Kirk. A série já havia satirizado o fundador da Turning Point USA em um episódio anterior, e muitos estavam curiosos para saber como os criadores abordariam os eventos recentes.
Em um episódio anterior, intitulado “Got a Nut”, Eric Cartman se transformou em um podcaster de direita inspirado em Kirk, com um visual semelhante e a participação em um fictício “Prêmio Charlie Kirk para Jovens Mestres Debatedores”. Apesar de a sátira ter sido considerada relativamente leve para os padrões de “South Park”, chamou a atenção do próprio Kirk, que gravou um vídeo no TikTok elogiando a paródia e a considerando “hilária”.
Curiosamente, o Comedy Central decidiu retirar o episódio de uma reprise na TV a cabo, mas manteve o conteúdo disponível no Paramount+. A justificativa foi a diferença entre assistir a um programa sob demanda e encontrá-lo de forma passiva na grade da televisão. Essa decisão evidencia como a série, mesmo após quase trinta anos no ar, continua a tocar em questões sensíveis da cultura e política nos Estados Unidos.