O ex-presidente Jair Bolsonaro foi transferido para o Hospital Rio Grande, localizado em Natal (RN), após ser diagnosticado com um quadro de distensão abdominal. Segundo o cirurgião Marcelo Carneiro, em entrevista ao Portal LeoDias, o ex-mandatário estaria enfrentando complicações decorrentes do ferimento que sofreu durante um atentado na campanha presidencial de 2018, em Minas Gerais.
Carneiro, que é conhecido por sua participação no programa “Quilos Mortais” da Max, explica que, em virtude das múltiplas cirurgias realizadas em consequência do ataque, o intestino de Bolsonaro se tornou mais suscetível a problemas gastrointestinais. “A distensão abdominal se manifesta quando há acúmulo de gases e líquidos na cavidade abdominal. Esse fenômeno ocorre após um trauma, como um ferimento por faca, e as subsequentes operações podem gerar aderências no intestino, fazendo com que as dobras se ‘grudem’ umas nas outras”, esclarece o médico.
Para ilustrar, o especialista faz uma analogia com uma mangueira: se a mangueira for dobrada, a água não conseguirá fluir adequadamente. Além disso, o cirurgião alerta que, caso Bolsonaro não apresente melhora nas próximas 48 horas, pode ser necessária uma nova intervenção cirúrgica.
“Em situações como essa, normalmente utilizamos uma sonda nasogástrica para aliviar a pressão no intestino e restabelecer seu funcionamento. Se essa abordagem não for eficaz, consideramos a cirurgia para desobstruir as aderências e liberar as dobras intestinais”, conclui Carneiro.