A taxa de desemprego no Brasil subiu para 6,1% no primeiro trimestre de 2023, marcando um aumento de 1% em relação ao final de 2022, conforme dados do IBGE. Apesar desse crescimento, é a menor taxa para março desde o início da pesquisa em 2012. A população desocupada agora conta com 6,6 milhões de pessoas, apresentando um aumento de 19,6% em relação ao trimestre anterior, mas uma queda de 13% em comparação anual, com cerca de 980 mil pessoas a menos em busca de trabalho.
O total de trabalhadores no país caiu 1%, o que equivale a 1 milhão de trabalhadores a menos, resultando em 102 milhões de pessoas empregadas, ainda assim, 1,5% superior ao mesmo período de 2022. O IBGE identificou que não houve aumento no número de ocupados em nenhum dos dez setores analisados em comparação com o último trimestre de 2022, com três setores apresentando perda significativa de 870 mil postos de trabalho.
A coordenadora de pesquisas domiciliares do IBGE, Adriana Beringuy, explicou que as reduções estão ligadas a tendências sazonais no comércio e ao término de contratos temporários nas áreas de educação e saúde. O índice de informalidade atingiu 37,3% da população ocupada, representando 38,1 milhões de trabalhadores informais, uma leve queda em relação ao trimestre anterior.
O número de empregados com carteira assinada no setor privado se manteve estável em 39,2 milhões, com um aumento de 1,3% em relação ao ano anterior. Por outro lado, os trabalhadores sem carteira no setor privado caíram 2,1% para 13,3 milhões, enquanto os autônomos permaneceram em 26 milhões. A analista do IBGE atribui essa redução à diminuição de trabalhadores sem carteira e autônomos sem CNPJ.
A massa de rendimento médio real atingiu R$ 374,8 bilhões, com estabilidade em relação ao trimestre anterior e um aumento de 7,1% em um ano. O rendimento médio dos trabalhadores chegou a R$ 3.722, com uma alta de 1,6% no trimestre e 5,5% no ano, já descontada a inflação. Os setores de Comércio e Administração Pública mostraram crescimento nos rendimentos, refletindo uma dinâmica complexa no mercado de trabalho brasileiro.