Na tarde de hoje, a Justiça decidiu, em audiência de custódia, pela continuidade da detenção do cantor Mauro Davi Nepomuceno dos Santos, conhecido como Oruam.
O que ocorreu:
A audiência ocorreu na Central de Custódias de Benfica, situada na Zona Norte do Rio de Janeiro, onde foi avaliada a legalidade da prisão do artista. A juíza Rachel Assad da Cunha acatou a solicitação do Ministério Público do Rio de Janeiro, que apoiou a manutenção da detenção.
O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) informou que, após revisar a legalidade da prisão, identificou que os critérios legais para a decretação da prisão preventiva estavam atendidos. Oruam enfrenta acusações por sete delitos: associação ao tráfico de drogas, tráfico de drogas, resistência, desacato, dano, ameaça e lesão corporal. A Justiça já havia deferido a prisão preventiva, com o respaldo da Promotoria de Justiça que atua no Plantão Judiciário Noturno na madrugada da última terça-feira.
“Eu só posso pedir desculpas. Quero expressar meu amor aos meus fãs. Vou dar a volta por cima, galera. Estou com Deus e tudo vai ficar bem. Sou forte!” declarou Oruam ao se entregar à polícia na noite anterior.
O cantor será posteriormente transferido para Bangu 3, no Complexo Penitenciário de Gericinó, na Zona Oeste do Rio.
Sobre a prisão:
Oruam cumpriu sua promessa de se entregar às autoridades na noite passada. A Justiça havia emitido um mandado de prisão preventiva contra ele por diversos crimes, incluindo tráfico de drogas e resistência. O cantor se apresentou na Cidade da Polícia, localizada em Jacarezinho, por volta das 18h da terça-feira (22), acompanhado de sua mãe e namorada em uma SUV preta.
Antes de sua entrega, o artista postou um vídeo em suas redes sociais, afirmando que não é criminoso e que pretende reverter sua situação por meio de sua música. “Eu cometi um erro. Peço desculpas a todos e quero provar que não sou bandido. Vou superar isso e vencer com a minha arte. Estava muito nervoso com tudo o que aconteceu. Amo muito meus fãs”, afirmou.
A Justiça determinou a prisão após Oruam frustrar uma operação policial na madrugada anterior, na Joá, no Rio. O filho de Marcinho da VP denunciou a operação da Polícia Civil em frente à sua residência, proferindo ofensas aos agentes.
Em suas publicações no Instagram, ele convocou seus seguidores para ajudá-lo: “Pessoal, tem mais de 20 viaturas na porta da minha casa. O mesmo delegado que me prendeu, ao tentar me deter, colocou uma arma na minha cara, mas conseguimos escapar”, relatou.
Em um dos vídeos, Oruam dirigiu ofensas diretamente ao delegado Moysés Santana, da DRE (Delegacia de Repressão a Entorpecentes), chamando-o de covarde.
Segundo a polícia, houve informações de que um adolescente infrator estava na casa de Oruam, sendo este um dos “principais roubadores de veículos do estado” e segurança do traficante Edgar Alves de Andrade, conhecido como Doca. Os policiais, em uma viatura não identificada, abordaram o alvo assim que este saiu da residência, momento em que ocorreram as ofensas e Oruam teria atirado pedras da varanda.
Um dos indivíduos conseguiu retornar à casa, e a polícia entrou em busca dele, enquanto Oruam e outros fugiram do local. O cantor tentou intimidar os agentes, alegando ser filho de Marcinho, um conhecido líder do Comando Vermelho. “É um marginal, bandido, delinquente, criminoso, associado ao tráfico”, afirmou o secretário de segurança, Felipe Curi, em uma entrevista ao Bom Dia Rio (Globo).
O secretário ainda ressaltou que Oruam foi indiciado por associação ao tráfico de drogas e vínculos diretos com o Comando Vermelho. Ele enfatizou que a ação da polícia foi legítima e que Oruam e seus comparsas tentaram obstruir a operação estatal. Vale lembrar que esta é a segunda vez em um período inferior a seis meses que um membro da facção criminosa é encontrado na mesma residência, conforme nota da polícia civil do Rio.