A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) realiza, de 26 de outubro a 1º de novembro, a 23ª edição da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT). Em 2026, o maior evento de divulgação científica e popularização da ciência promovido pela instituição reúne 185 atividades em nove estados, com programação voltada principalmente a professores, estudantes e ao público interessado em ciência. A abertura oficial será realizada em 27 de outubro, no campus Fiocruz Manguinhos, no Rio de Janeiro, com intérprete de Libras e transmissão ao vivo pela internet.
As ações estão programadas para Amazonas, Bahia, Brasília, Ceará, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Piauí, Rio de Janeiro e Rondônia. A agenda inclui atividades de formação, exposições, oficinas, apresentações de teatro e rodas de conversa. A programação completa está disponível no site do Museu da Vida Fiocruz.
No campus Fiocruz Manguinhos, no Rio de Janeiro, estão previstas cerca de 160 atividades, número 15% superior ao registrado em 2025. Entre os destaques está uma grande feira de ciências, que reunirá ações formativas e exposições organizadas por diferentes unidades e laboratórios da Fiocruz. A programação também contará com a participação de instituições parceiras, como o Museu Nacional, o AquaRio, o Bioparque do Rio de Janeiro, a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), a Universidade Federal Fluminense (UFF) e a Escola Sesc Pantanal.
Programação destaca participação feminina na ciência
O tema da edição de 2026 é “Ciência delas”, definido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). A proposta coloca em debate a participação das mulheres na ciência brasileira e os obstáculos ainda existentes para alcançar a equidade de gênero. Embora quase metade dos artigos científicos publicados no país tenha autoria feminina, a presença das mulheres no setor continua marcada por desafios.
A Fiocruz participa dessa discussão com base em seu histórico de iniciativas voltadas à inclusão de mulheres e meninas na ciência, entre elas o Programa Mulheres e Meninas na Ciência. A instituição pretende ampliar o debate para além do ambiente acadêmico, aproximando o tema da população por meio de atividades de divulgação científica e de interação com diferentes públicos.
“A Semana Nacional de Ciência e Tecnologia é uma oportunidade de celebrar o poder transformador do conhecimento, dando visibilidade à ciência e às inovações no SUS feitas por mulheres, cuja contribuição é fundamental para a construção de uma sociedade mais justa, democrática e equânime”, afirma a vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz, Marly Cruz.
Em Belo Horizonte, a Fiocruz Minas promove, nos dias 27 e 28 de outubro, o evento “Mulheres na ciência: conectando ciência, arte, inovação e sociedade”. A programação é destinada ao público em geral, a estudantes e a professores de 34 escolas da região. Estão previstas experiências interativas que relacionam ciência, arte, cultura e inovação, além de exposições, mostra técnico-científica, oficinas, jogos educativos, atividades investigativas, mediação científica e intervenções artísticas.
Ações chegam a escolas e comunidades tradicionais
A Fiocruz Ceará realizará atividades de divulgação científica tanto em sua unidade quanto em escolas e comunidades tradicionais do estado. Entre os locais previstos estão a Escola Visconde do Rio Branco, em Fortaleza, e a Reserva Indígena Taba dos Anacé. A programação também inclui uma ação virtual de intercâmbio com o Terreiro de Mãe Lucia de Iansã, definido na programação como um quilombo urbano do Piauí.
As iniciativas fazem parte da estratégia de levar a ciência a diferentes espaços e públicos, articulando atividades educativas, culturais e de interação direta. A programação nacional da Fiocruz combina ações presenciais e virtuais em diferentes estados, com o objetivo de ampliar o acesso ao conhecimento científico.
Abertura terá mesa com mulheres cientistas
A cerimônia oficial de abertura será realizada em 27 de outubro, às 9h, no Auditório do Museu da Vida Fiocruz, localizado no campus Manguinhos, no Rio de Janeiro. O evento terá intérprete de Libras e transmissão ao vivo pelos canais da Fiocruz e do Museu da Vida Fiocruz no YouTube.
A programação começa com uma mesa institucional, prevista para as 9h15. Participarão a coordenadora executiva da 23ª SNCT na Fiocruz e no Museu da Vida Fiocruz, Josiane Kunzler; a coordenadora de produção da 23ª SNCT na Fiocruz e no Museu da Vida Fiocruz, Milena Monteiro; a coordenadora de Divulgação Científica da Fiocruz, Cristina Araripe; e a diretora-executiva da Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico em Saúde (Fiotec), Cristiane Sendim.
Às 9h45, será realizada a premiação do 4º Concurso Portinho Livre de Literatura Infantojuvenil. Em seguida, às 10h, a mesa de abertura discutirá o tema “Ciência delas”. O debate terá como palestrantes Kamilla Souza, diretora da Rede Brasileira de Neurobiodiversidade; Joyce Alves da Silva, pró-reitora de Ações Afirmativas e Assuntos Estudantis da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ); e Marly Cruz, vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz.
A programação do primeiro dia será encerrada, entre as atividades de abertura, com a inauguração do Espaço Memória Mauricio Figueiredo, no Parque da Ciência, a partir das 11h20.
A 23ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia é uma realização da Fiocruz. O evento conta com recursos da Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico em Saúde (Fiotec) e apoio da Associação Amigos do Museu da Vida Fiocruz (AMVF) e do Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS/Fiocruz).