O Goldman Sachs divulgou nesta terça-feira (13) seu balanço financeiro referente ao terceiro trimestre de 2026, revelando um lucro líquido de US$ 5,294 bilhões. O resultado representa um aumento de 29% em relação aos US$ 4,098 bilhões registrados no mesmo período do ano anterior, demonstrando uma recuperação significativa em um cenário de maior volatilidade nos mercados financeiros globais.
O desempenho da instituição financeira superou as expectativas de analistas consultados pela agência FactSet, que previam um lucro diluído por ação de aproximadamente US$ 12,90. Na prática, o Goldman Sachs reportou um lucro por ação de US$ 17,01, refletindo uma melhora substancial na rentabilidade por título de propriedade da companhia.
A receita líquida totalizou US$ 18,679 bilhões entre julho e setembro, indicando um crescimento de 23% na comparação anual, quando o banco atingiu US$ 15,184 bilhões de receita no mesmo período de 2025. Este resultado também ficou acima das projeções de US$ 16,83 bilhões, estimadas pelos analistas.
No segmento de banco e mercados globais, o banco registrou uma alta de 32% na receita, atingindo US$ 13,458 bilhões. Este crescimento foi impulsionado principalmente pelas operações com ações, cuja receita saltou expressivos 72%, chegando a US$ 6,441 bilhões. Esse aumento reflete o fortalecimento das atividades de negociação e investimentos em ações, que tiveram maior demanda no mercado financeiro durante o trimestre.
As receitas provenientes de taxas de banco de investimento também apresentaram avanço de 21%, totalizando US$ 3,224 bilhões. Este crescimento está ligado ao aumento no volume de fusões e aquisições concluídas e às ofertas públicas de ações, que continuam sendo uma das principais fontes de receita para o banco de investimento do Goldman Sachs.
Na área de gestão de ativos e patrimônio, a receita subiu 14%, alcançando US$ 5,051 bilhões. Este desempenho foi apoiado por maiores taxas de administração e incentivos, refletindo uma maior captação de recursos e uma gestão mais eficiente dos ativos sob administração.
Entretanto, o banco também registrou aumento nas despesas operacionais, que cresceram 20%, atingindo US$ 11,308 bilhões. Além disso, as provisões para perdas de crédito passaram de US$ 339 milhões no mesmo período de 2025 para US$ 368 milhões neste trimestre, indicando uma maior atenção às possíveis inadimplências. Essas provisões, contudo, ainda foram inferiores aos US$ 102 milhões registrados no segundo trimestre de 2026. Segundo o Goldman Sachs, as perdas relacionadas a empréstimos corporativos foram o principal fator que influenciou esse aumento nas provisões.
O banco anunciou ainda o pagamento de um dividendo trimestral de US$ 5 por ação, com previsão de pagamento para o dia 30 de dezembro. Este valor reforça a estratégia de distribuição de lucros aos acionistas, mesmo diante de um cenário de maiores provisões para perdas de crédito.
Em resumo, o resultado do Goldman Sachs no terceiro trimestre de 2026 evidencia uma forte recuperação de suas operações, impulsionada por uma demanda robusta nos mercados de ações e fusões e aquisições, embora também indique maior cautela com relação às perdas de crédito, refletindo o cenário econômico mais desafiador.