Levar dólares em espécie para viagens ao exterior deixou de ser a única alternativa para os viajantes brasileiros, além de não ser mais a opção mais recomendada por instituições financeiras como o Banco Inter. O uso de dinheiro físico apresenta riscos e custos mais elevados em comparação às soluções digitais, que oferecem maior segurança e praticidade. Essas mudanças refletem uma transformação no comportamento do consumidor, que agora prefere converter recursos de forma gradual e utilizar ferramentas digitais para gerenciar suas despesas no destino.
A compra de dólares em espécie, especialmente em casas de câmbio, costuma implicar custos adicionais, pois a cotação utilizada na conversão é, geralmente, a referência turismo, que é menos favorável. Em contrapartida, a conta em dólar do Banco Inter utiliza a cotação comercial, mais competitiva, o que reduz o custo efetivo por dólar comprado. Além disso, o dinheiro em espécie apresenta vulnerabilidades significativas: caso seja perdido ou roubado, não há possibilidade de recuperação, rastreamento ou bloqueio remoto, diferentemente do que ocorre com soluções digitais. Além disso, o controle manual do saldo e o registro dos gastos dificultam a gestão financeira do viajante.
Outro fator relevante é a burocracia envolvida na circulação de valores em espécie. A legislação brasileira exige declaração eletrônica à Receita Federal, por meio do e-Declaração de Bens de Viajantes (e-DBV), para valores superiores a US$ 10 mil na saída do país, o que acrescenta etapas ao processo de embarque.
Para evitar esses inconvenientes, o Banco Inter oferece diversas alternativas digitais que facilitam a viagem internacional. A Global Account, conta em dólar vinculada ao banco, permite depósitos com cotação comercial, mais vantajosa do que a referência turismo, além de possibilitar o acompanhamento em tempo real dos gastos pelo aplicativo. O saldo fica disponível para pagamentos no exterior, eliminando a necessidade de portar cédulas físicas.
O cartão global de débito e crédito do Inter oferece maior segurança, com possibilidade de bloqueio remoto pelo aplicativo em caso de perda ou roubo. Sua aceitação é garantida em mais de 170 países, proporcionando praticidade e proteção às transações. Além disso, quem planeja a viagem com antecedência pode aproveitar o benefício de redução do IOF de 1,1%, em vez do padrão de 3,5%, ao investir o valor até a data do embarque.
Outras facilidades incluem opções de liquidez flexível, como o Time Deposit, que permite rentabilizar os recursos em dólar até o momento do embarque. Ainda, o sistema de alertas do aplicativo avisa ao cliente quando a cotação atinge o limite previsto em seu orçamento, facilitando decisões de troca. Pontos do programa Loop podem ser trocados por dólares, oferecendo vantagens adicionais.
Para quem visita destinos como a Flórida, o Banco Inter oferece benefícios exclusivos, reforçando sua estratégia de integrar serviços financeiros e experiências de viagem. Como o dinheiro em espécie não oferece rastreamento ou possibilidade de bloqueio remoto, o uso do cartão global se apresenta como uma alternativa mais segura, prática e econômica.
A recomendação do banco é que o viajante adquira dólares aos poucos ao longo do período que antecede a viagem, formando um preço médio mais favorável e aproveitando o IOF reduzido. Além disso, combina o uso de cartão global, gift cards com cashback e eSIMs para conectividade, reduzindo a dependência de dinheiro em espécie. Os gift cards, por exemplo, concentram parte dos gastos em lojas específicas, com cashback, enquanto o eSIM garante conexão de internet no destino, ambos contribuindo para diminuir custos e riscos associados ao transporte de cédulas físicas.
Em suma, a preferência por soluções digitais no gerenciamento de recursos durante viagens ao exterior reflete uma mudança estrutural no comportamento dos brasileiros, que buscam maior segurança, economia e praticidade ao realizar operações financeiras internacionais.