Uma pesquisa realizada pelo instituto Nexus/BTG divulgada nesta terça-feira (8) revela que 52% dos eleitores brasileiros consideram a situação econômica do país como ruim ou péssima. Em contrapartida, apenas 16% avaliam a economia como ótima ou boa, enquanto 30% a classificam como regular. Os números indicam uma estabilidade na percepção negativa em relação à economia, já que, na pesquisa anterior, divulgada em 31 de agosto, 53% dos entrevistados avaliavam a situação como ruim ou péssima, e 18% a consideravam ótima ou boa. Além disso, o percentual de pessoas que achavam a situação econômica regular era de 27% na pesquisa anterior, demonstrando uma leve alta para a avaliação negativa.
A pesquisa também abordou as expectativas dos brasileiros para os próximos seis meses. Nesse período, 36% dos entrevistados acreditam que a economia irá melhorar “um pouco” ou “muito”, uma redução em relação aos 39% registrados na pesquisa anterior. Por outro lado, 29% dos participantes avaliam que a economia deve piorar, um número que se manteve próximo aos 30% da última pesquisa. Ainda, 22% dos entrevistados acreditam que a situação econômica permanecerá igual, enquanto 12% não souberam ou não responderam à questão.
No que diz respeito à situação financeira pessoal, a expectativa para os próximos seis meses mostra uma visão mais otimista: 43% dos entrevistados acreditam que sua condição financeira deve melhorar “muito” ou “um pouco”. Já 12% esperam uma piora na sua situação financeira, enquanto 34% avaliam que ela deve permanecer inalterada. Esses dados refletem uma expectativa de estabilidade ou melhora na condição financeira individual, mesmo diante do cenário econômico geral considerado ruim por mais da metade da população.
Ao comparar o cenário atual com o governo anterior, a pesquisa aponta que 46% dos entrevistados acreditam que a economia está pior sob o mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) do que na gestão de Jair Bolsonaro (PL). Em contrapartida, 37% avaliam que a economia está melhor agora. Essa percepção demonstra uma divisão na opinião pública quanto à evolução da economia sob os dois governos, com uma maioria considerando que a situação se deteriorou.
A pesquisa também revelou que a segurança pública continua sendo o principal problema enfrentado pelo país, apontado por 35% dos entrevistados como a maior preocupação. Em seguida, aparecem a saúde pública, citada por 31%, a corrupção, com 23%, e a educação, mencionada por 17%. Esses dados reforçam o cenário de desafios sociais e institucionais que permeiam o debate nacional.
A pesquisa foi realizada por telefone com 2.002 eleitores de 16 anos ou mais, entre os dias 4 e 7 de agosto. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-06790/2026, garantindo sua validade e transparência.