O estado de São Paulo confirmou nesta terça-feira (1º) mais dois novos casos de sarampo, elevando o total de infecções registradas em 2023 para 28. Os novos casos envolvem um bebê e uma mulher de 40 anos, ambos infectados pelo vírus, conforme informações divulgadas pela Secretaria de Saúde do Estado no último balanço epidemiológico.
A maior parte dos casos permanece concentrada na capital paulista, que responde por 25 dessas infecções. Além dela, há registros em São Bernardo do Campo, com duas ocorrências, e em Guarulhos, com um caso. Essas cidades integram a região metropolitana de São Paulo, que tem sido o foco principal da circulação do vírus no estado. A propagação do sarampo na região evidencia a necessidade de ações contínuas de imunização e monitoramento epidemiológico.
Durante o mês de agosto, o governo do estado promoveu uma campanha de vacinação em massa, que resultou na aplicação de mais de 2,5 milhões de doses contra o sarampo. Essa estratégia de imunização foi especialmente direcionada aos municípios com maior incidência de casos, com destaque para a capital, onde foram aplicadas aproximadamente 2 milhões de doses, além de Guarulhos, com cerca de 230 mil, e São Bernardo do Campo, com aproximadamente 170 mil aplicações.
A campanha de multivacinação, iniciada em 3 de agosto, tinha como objetivo reforçar a cobertura vacinal após um aumento súbito no número de casos na região metropolitana, que concentra cerca de 90% dos registros no estado. O esforço de imunização também envolveu ações de estratégia ampliada de vacinação nos três municípios mencionados, encerradas oficialmente nesta terça-feira, dia 1º de setembro.
Segundo a Secretaria de Saúde, uma preocupação adicional é o fato de que 20 dos pacientes confirmados até o momento não possuíam registro de vacinação contra o sarampo, o que reforça a importância de manter a cobertura vacinal adequada para evitar novos surtos. Apesar do término da campanha, a vacinação contra o sarampo permanece disponível nas unidades básicas de saúde (UBSs) de todo o estado, seguindo o calendário vacinal de cada faixa etária.
Nos distritos de Vila Medeiros, Vila Guilherme e Vila Maria, na zona norte de São Paulo, a imunização sem restrições para indivíduos entre 6 meses e 59 anos continua sendo mantida, considerando a situação epidemiológica local. Além disso, a chamada “dose zero” contra o sarampo, destinada a bebês de 6 a 11 meses, permanece disponível em todas as UBSs, embora essa dose não substitua as aplicações regulares do calendário nacional, que são feitas aos 12 e 15 meses de idade. Para essa faixa etária, recomenda-se um intervalo mínimo de 30 dias entre a dose zero e a vacinação com a tríplice viral ou outros imunizantes de vírus vivo atenuado.
O atendimento nas unidades de saúde ocorre de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h, e também aos sábados e feriados nas assistências médicas ambulatoriais (AMAs) e UBSs integradas, no mesmo horário. Para verificar a disponibilidade de vacinas em tempo real, a população pode acessar a plataforma De Olho na Fila, que fornece informações atualizadas sobre o estoque nas unidades de saúde.
A continuidade das ações de imunização e o reforço na cobertura vacinal são considerados essenciais para conter a circulação do sarampo na região metropolitana de São Paulo, especialmente diante do aumento de casos e da presença de indivíduos não imunizados, que representam um risco para a propagação do vírus.