A Petrobras e a Braskem anunciaram na noite de quarta-feira, dia 26, a ampliação do limite de crédito mútuo de R$ 350 milhões para R$ 2,35 bilhões. Essa mudança visa facilitar a aquisição de matérias-primas fornecidas pela Petrobras, fortalecendo a relação comercial entre as duas companhias. O novo contrato estabelece que o pagamento das matérias-primas ocorrerá no prazo de 30 dias, com validade até o final de 2026, permanecendo em vigor até o vencimento das faturas emitidas durante esse período.
Segundo as informações divulgadas pelas empresas, o acordo inclui uma garantia de cessão fiduciária de direitos creditórios de clientes da Braskem, cujo valor aproximado é de R$ 1 bilhão por mês. Essa garantia será utilizada para assegurar o limite de crédito, que só se tornará efetivo após a constituição de contas vinculadas específicas. Essas contas terão uma retenção mínima de R$ 300 milhões, valor que será mantido até que a Braskem cumpra suas obrigações financeiras. Caso a retenção seja atingida e a empresa esteja adimplente, os valores remanescentes nessa conta serão transferidos integralmente para a Braskem.
O documento que formaliza o acordo prevê ainda que o limite de crédito só entrará em vigor após a criação dessas contas vinculadas e a manutenção de um saldo mínimo de R$ 150 milhões. Além disso, a Petrobras reserva-se o direito de suspender o limite de crédito, de forma unilateral, caso identifique descumprimento do fluxo mínimo mensal de recebíveis direcionados à conta vinculada. Essa medida visa garantir a estabilidade financeira do arranjo e evitar riscos de inadimplência.
A ampliação do limite de crédito representa uma estratégia de fortalecimento da parceria entre Petrobras e Braskem, empresas que atuam em setores estratégicos da economia brasileira. A iniciativa também reflete a busca por maior eficiência na gestão de fluxo de caixa e garantias, essenciais em operações de crédito de grande volume. A operação, que envolve recursos significativos, demonstra o compromisso das duas companhias em manter uma relação comercial robusta e alinhada às condições de mercado, com previsibilidade para os próximos anos.