A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), por meio de sua editora, anunciou oficialmente o resultado do processo seletivo para a coleção intitulada “Fazer Saúde no SUS”. A iniciativa, que visa contribuir para a ampliação do conhecimento acadêmico e o aprimoramento das práticas no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), foi conduzida por um rigoroso processo de avaliação e seleção, realizado em duas etapas distintas, seguindo critérios estabelecidos no edital lançado anteriormente.
Na primeira fase, os originais submetidos passaram por uma análise preliminar que verificou a conformidade com as exigências do edital, bem como o alinhamento às diretrizes editoriais da Fiocruz. Posteriormente, a comissão avaliadora considerou aspectos como a pertinência do tema ao escopo da editora e da chamada, a estrutura dos trabalhos, seu potencial de inovação e o grau de preparo para publicação. Todos os autores e organizadores que participaram do processo receberam comunicação oficial por e-mail, informando o resultado de sua submissão.
Entre os trabalhos selecionados, destacam-se títulos que abordam temas diversos relacionados à saúde pública, com foco na prática e na teoria no contexto do SUS. Um exemplo é o estudo “A Educação Física no tratamento de gestantes de alto risco e mulheres no climatério”, de autoria de Sávio Ferreira Camargo, vinculado às instituições Fundahc, Universidade Federal de Goiás (UFGO) e Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Outro destaque é a obra “Avaliação em saúde no SUS: saberes, práticas e institucionalização”, organizada por Ana Lígia Passos Meira, da Fundação Casa de Saúde Pública de Santa Catarina (FCM/SCSP), e por pesquisadores de diferentes instituições, incluindo a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e a Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz).
A seleção também incluiu títulos voltados à gestão e à contratualização no SUS, como “Contratualização no SUS: principais conceitos e modelos de contratualização de desempenho institucional”, de autores ligados ao Instituto de Desenvolvimento e Integração Social (Idisa), além de estudos que abordam a atuação de forças de emergência, linhas de cuidado para dor crônica, redes de assistência nefrológica, saúde mental em contextos de privação de liberdade, e cuidados a populações específicas, como pessoas transgêneras e pacientes oncológicos em tratamento fora do domicílio.
A avaliação contou com a participação de especialistas renomados na área de saúde pública, incluindo Elyne Montenegro Engstrom e Luis Eugenio de Souza, além de Carlos Machado de Freitas, todos vinculados à Fiocruz. A comissão também contou com o apoio de profissionais de destaque na área editorial, como Gilberto Hochman, João Canossa e Geiza Helena Ribeiro das Neves, que atuaram na orientação e na supervisão do processo.
Em relação ao período eleitoral, a Fiocruz esclareceu que, de 4 de julho a 25 de outubro, seus conteúdos digitais publicados pela Agência Fiocruz de Notícias (AFN) seguem orientações específicas da Advocacia-Geral da União (AGU) e da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom). Segundo o documento, a divulgação de conteúdos considerados meramente informativos ou de serviço ao cidadão é permitida, garantindo a continuidade da disseminação de informações relevantes durante o período eleitoral, em conformidade com as normativas vigentes.