A cidade de Salvador sediou a 2ª edição do Workshop de Patologia Digital e Computacional, evento que reuniu estudantes, professores, pesquisadores e especialistas de diversas áreas do conhecimento para debater os avanços tecnológicos e os desafios enfrentados na aplicação de métodos digitais na patologia. Organizado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o encontro ampliou o debate sobre o impacto das inovações digitais nos campos de diagnóstico, pesquisa e ensino, promovendo uma integração entre diferentes disciplinas, incluindo patologia, ciências biomédicas, ciência da computação e engenharia.
Durante o evento, a programação contou com palestras, sessões de discussão e apresentações de trabalhos acadêmicos, evidenciando a diversidade de pesquisas e aplicações na área. Um dos destaques foi a palestra intitulada “Expectativas da SBP sobre as interações com a Associação Brasileira de Patologia Digital e Computacional (ABPDC)”, ministrada pelo presidente da Sociedade Brasileira de Patologia (SBP), Gerônimo Jr. O discurso abordou as perspectivas de colaboração entre as entidades diante do avanço da transformação digital na anatomia patológica, enfatizando ações voltadas à educação, à disseminação de boas práticas, à validação e à incorporação responsável de novas tecnologias, além da formação de profissionais especializados.
Outro momento importante do evento foi a apresentação da professora e médica Juliana Freitas, da Universidade Federal da Bahia (UFBA), que discutiu o uso de inteligência artificial no diagnóstico do câncer de mama. A discussão também contou com a participação do cientista Israel Tojal, do A.C. Camargo Cancer Center, que abordou o tema dos biomarcadores digitais no tratamento do câncer, destacando o potencial dessas ferramentas na oncologia.
Na tarde, o workshop promoveu um debate sobre as perspectivas futuras da patologia digital e computacional no Brasil, com apresentação do pesquisador Fernando Soares, da Rede D’Or. A sessão também incluiu uma série de apresentações rápidas, que evidenciaram a diversidade de pesquisas em andamento na área, incluindo o uso de inteligência artificial, processamento de imagens, modelos multimodais e aplicações clínicas inovadoras.
O encerramento do evento ficou por conta do professor Helder Nakaya, da Universidade de São Paulo (USP), que apresentou a palestra “Analisando patologias por transcriptômica espacial”. A discussão ampliou o entendimento sobre as novas tecnologias capazes de integrar informações moleculares e espaciais na investigação de doenças, apontando para o potencial de avanços na compreensão e no tratamento de patologias complexas.
A coordenação do evento foi conduzida pelo pesquisador Luciano Rebouças de Oliveira, da Fiocruz Bahia e professor do Departamento de Ciência da Computação do Instituto de Computação da Universidade Federal da Bahia (UFBA). A realização do workshop reforça o papel da digitalização e da inovação tecnológica na evolução da patologia no Brasil, incentivando o intercâmbio de conhecimentos e o desenvolvimento de novas soluções para o setor.
Durante o período eleitoral, de 4 de julho até 25 de outubro, a Agência Fiocruz de Notícias (AFN) reforçou que a divulgação de conteúdos digitais relacionados à instituição segue as orientações da Advocacia-Geral da União (AGU) e da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), permitindo apenas a veiculação de informações de caráter meramente informativo ou de serviço ao cidadão.