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Influenciadora registra órgão genital em cartório como proteção ao seu trabalho

Imagem: Reprodução/Danni Motta/CO Assessoria

A influenciadora digital Daniella Motta, de 21 anos, decidiu registrar seu órgão genital em um cartório, após um incidente que a levou a refletir sobre a segurança de sua profissão. A criadora de conteúdo adulto compartilhou em suas redes sociais que avaliou sua vagina em R$ 2 milhões, considerando-a seu principal instrumento de trabalho.

Daniella, que atua na produção de conteúdo para adultos há três anos, relatou que a decisão de registrar seu órgão íntimo surgiu após um acidente durante uma gravação, quando um objeto íntimo ficou preso em seu corpo, exigindo atendimento médico. “Comecei a pensar no que aconteceria se eu não pudesse mais trabalhar”, afirmou a influenciadora, que ressaltou a importância de proteger aquilo que sustenta sua renda.

Antes de optar pelo registro em cartório, Daniella tentou assegurar seu órgão íntimo através de um seguro, mas encontrou dificuldades. “Expliquei que queria proteger a minha parte íntima, mas ninguém sabia como fazer. Alguns achavam que era piada e outros diziam que esse tipo de seguro não existia”, contou. Diante da impossibilidade de obter uma apólice, ela decidiu formalizar o valor que considera representativo para sua carreira.

A busca por um cartório que aceitasse seu pedido não foi simples. Daniella enfrentou várias recusas antes de encontrar um que concordasse em registrar a proposta. “Fui recusada em vários cartórios antes de conseguir registrar. Ouvi que era absurdo, que não fazia sentido e que ninguém aceitaria colocar isso no papel”, relatou. Após persistir na busca, ela finalmente conseguiu realizar o registro.

A influenciadora enfatizou que, apesar das reações de estranhamento, seu corpo é o meio pelo qual ela gera conteúdo e obtém a maior parte de sua renda. “As pessoas podem rir e achar exagerado, mas esse é o meu instrumento de trabalho. O motorista de aplicativo tem o carro, a cantora tem a voz, a modelo tem a imagem e eu tenho a minha vagina”, destacou.

Daniella Motta se posiciona como uma profissional que busca garantir a proteção de seu trabalho em um mercado que muitas vezes não reconhece a importância e os riscos associados à produção de conteúdo adulto. O registro de seu órgão genital em cartório representa não apenas uma medida de segurança pessoal, mas também uma tentativa de legitimar sua profissão em um contexto frequentemente marginalizado.

Darwin Andrade – Jornalista do JMV News
Jornalista

Darwin Andrade