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ONU condena ataques racistas contra Kylian Mbappé e apoia jogador francês

Patrick Smith – FIFA/FIFA via Getty Images & Reprodução / Instagram @celestesenadora

Os ataques racistas direcionados a Kylian Mbappé após a eliminação do Paraguai na Copa do Mundo de 2026 geraram uma forte reação de organismos internacionais. Na terça-feira, 7 de julho, o Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos se manifestou contra as declarações da senadora paraguaia Celeste Amarilla, expressando apoio ao capitão da seleção francesa. O porta-voz do órgão, Thameen Al Kheetan, descreveu as afirmações da parlamentar como “desprezíveis” e destacou que tais incidentes não são casos isolados.

O Alto Comissariado da ONU enfatizou que o episódio transcende a rivalidade esportiva. Segundo o órgão, manifestações de racismo como essa são um reflexo de um problema estrutural que afeta não apenas o futebol, mas também outras modalidades esportivas. “Esses episódios de racismo refletem um fenômeno mais amplo que afeta o futebol e, de forma mais geral, o esporte”, afirmou Al Kheetan.

As declarações de Amarilla surgiram após a derrota do Paraguai para a França por 1 a 0 nas oitavas de final da Copa do Mundo. Kylian Mbappé foi o responsável pelo gol da vitória francesa, marcado de pênalti. Após o término da partida, o jogador passou a ser alvo de insultos racistas e ataques pessoais nas redes sociais da senadora. Em uma de suas publicações, ela ofendeu Mbappé, afirmando: “Burro, não aprendeu nem a escrever. Em vez de leite materno, mamava cocos, e o mais instruído que ouviu eram chimpanzés. Orlando Gill, você deveria ter mostrado o dedo para ele. Eu faço isso no Senado e não acontece nada!!!”.

Além das ofensas iniciais, Amarilla continuou a disparar críticas contra o atleta, ampliando seus ataques após a eliminação do Paraguai. A senadora fez comentários sobre a origem, nacionalidade e desempenho de Mbappé na partida, além de publicar novas mensagens com insultos pessoais. Ela descreveu o jogador como “camaronês colonizado, fingindo com todas as forças ser francês, ressentido, novo-rico, prepotente e feio”, e criticou a equipe paraguaia por não ter conseguido marcar gols, insinuando que a vitória da França foi fruto da sorte. “A única coisa que muitos cobramos da Albirroja é que não deram um tapa de mão aberta nele depois que a partida acabou. E olha que eu nem sou fã de futebol”, acrescentou.

A repercussão das declarações de Amarilla e o apoio da ONU a Mbappé ressaltam a urgência de um combate contínuo ao racismo no esporte. O episódio levanta questões sobre a responsabilidade de figuras públicas em suas declarações e a necessidade de um ambiente esportivo mais inclusivo e respeitoso. A condenação do Alto Comissariado da ONU é um chamado à ação contra a intolerância racial, que ainda persiste em diversas esferas, incluindo o futebol.

Darwin Andrade – Jornalista do JMV News
Jornalista

Darwin Andrade