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Passageiros de voo de Lisboa enfrentam espera de quatro horas em Belo Horizonte após desvio

Foto:Reprodução/Rota das Bandeiras

Passageiros de um voo da Azul, que partiu de Lisboa com destino a São Paulo, relataram ter permanecido cerca de quatro horas dentro da aeronave no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte/Confins, na noite da última quarta-feira, 24 de outubro. O desvio para Confins ocorreu devido a condições meteorológicas adversas em Campinas, conforme informado pela companhia aérea.

Em comunicado, a Azul expressou pesar pela situação, enfatizando que a decisão de desviar o voo estava fora de seu controle, uma vez que as condições climáticas em Campinas não permitiram o pouso no Aeroporto Internacional de Viracopos. A Aeroportos Brasil Viracopos (ABV), responsável pela administração do terminal de Campinas, esclareceu que um nevoeiro denso cobria a pista no momento em que a aeronave deveria ter aterrissado, dificultando a visibilidade dos pilotos. Este fenômeno meteorológico também afetou outros voos, levando ao desvio de aeronaves de diferentes companhias para outros aeroportos. A névoa persistiu por aproximadamente uma hora.

A previsão inicial era de que o voo chegasse a Viracopos às 19h, mas a aterrissagem em Belo Horizonte ocorreu por volta das 20h30. Após a chegada, os passageiros enfrentaram uma longa espera dentro da aeronave. Ana Gabriela, uma das viajantes, relatou que, após quatro horas sem informações, a situação se agravou quando foram informados de que não havia mais vouchers disponíveis para hospedagem em hotéis. “Quando descobri que não havia mais vouchers de hotel, a sensação foi de abandono. Me senti totalmente prejudicada pela companhia aérea. Hoje eu precisava estar no trabalho. A sensação é de descaso total”, declarou Ana.

Após a espera, os passageiros foram atendidos e receberam informações sobre a reacomodação em um voo extra para Viracopos, programado para a manhã seguinte, às 10h30. A Azul, em sua nota, assegurou que todos os clientes afetados receberam a assistência necessária, de acordo com a Resolução 400 da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), que estabelece direitos e deveres das companhias aéreas em situações como essa.

A situação gerou descontentamento entre os passageiros, que se sentiram desassistidos e frustrados com a falta de comunicação e suporte durante o período de espera. O caso levanta questões sobre a responsabilidade das companhias aéreas em situações de emergência e a adequação dos serviços prestados aos consumidores em momentos críticos.

O Estadão tentou entrar em contato com a Polícia Federal e com a administração do Aeroporto Internacional de Belo Horizonte/Confins para obter mais informações sobre o ocorrido, mas até o fechamento desta matéria não obteve resposta. O espaço permanece aberto para manifestações das partes envolvidas.

Darwin Andrade – Jornalista do JMV News
Jornalista

Darwin Andrade