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#Série l Superfrutas da Amazônia: cupuaçu, o sabor da Amazônia

Foto: Suelen Gonçalves/Acervo Rede Amazônica AM

Com sabor marcante e considerado uma das frutas mais emblemáticas da Amazônia, o cupuaçu se destaca por ser rico em antioxidantes, fibras, vitaminas e gorduras saudáveis.
Que ele tem um sabor marcante e é uma das frutas mais emblemáticas da Amazônia você já deve saber, mas você sabia que o cupuaçu é uma superfruta amazônica?
De acordo com o artigo ‘Cupuaçuzeiro: Nutrição, Calagem e Adubação‘, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o nome cupuaçu tem origem na língua Tupi (kupu = que parece com o cacau + uasu = grande), mas, dependendo da região, o fruto pode ser conhecido por outros nomes, como cupu, pupu, pupuaçu, copoasú e até mesmo cacau branco.
Segundo o estudo, o cupuaçu é uma superfruta amazônica por ser rico em antioxidantes, fibras, vitaminas e gorduras saudáveis.
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O cupuaçuzeiro (Theobroma grandiflorum) é encontrado na Região Norte do Brasil, nos estados do Acre, Amazonas, Pará e Rondônia, além do Maranhão, que faz parte da Amazônia Legal. Segundo o estudo, sua distribuição geográfica original estava restrita às áreas de floresta nativa localizadas ao sul do Rio Amazonas e a oeste do Rio Tapajós, abrangendo principalmente o sul e sudeste do Pará e a região pré-amazônica do Maranhão.
O artigo destaca que o cupuaçuzeiro é uma das fruteiras nativas mais promissoras para exploração racional na Amazônia, uso de recursos naturais ou econômicos de forma planejada e eficiente. Atualmente, já existem diversas plantações comerciais da espécie, impulsionadas pelas amplas possibilidades de aproveitamento industrial dos frutos.
A polpa do fruto é utilizada na fabricação de uma grande variedade de produtos, entre eles sorvetes, licores, compotas, néctares, sucos, geleias e biscoitos. Além disso, as amêndoas são aproveitadas na produção de chocolate, nibs e de uma gordura fina semelhante à manteiga de cacau.
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De acordo com o estudo, o cupuaçuzeiro apresenta características que favorecem o cultivo em sistemas sustentáveis, já que a espécie se desenvolve bem em condições de semissombreamento, onde a luz solar direta é filtrada ou reduzida, principalmente durante a fase juvenil, o que permite sua utilização em sistemas agroflorestais.
Além disso, o artigo destaca que a árvore encontra-se implantada em diferentes tipos de solo, com predominância em áreas de baixa fertilidade natural. Entretanto, ainda são necessários avanços nos estudos relacionados às exigências nutricionais da planta para aprimorar os sistemas de produção.
De acordo com informações da Embrapa, o cupuaçu, conhecido pelo aroma intenso e sabor característico, possui frutos com casca marrom e resistente, que medem entre 15 e 25 centímetros. Além disso, a polpa é rica em proteínas, carboidratos, fibras e enzimas.
O período de produção ocorre entre os meses de outubro e abril, com maior intensidade durante janeiro, fevereiro e março. Segundo a Embrapa, a espécie é considerada uma cultura permanente, havendo registros de plantas com mais de 80 anos que continuam produzindo frutos.
De acordo com o estudo, na Amazônia são encontradas três variedades principais do fruto:
De acordo com a nutricionista Tatiana Zanin, do site ‘Tua Saúde’, o cupuaçu é um fruto rico em teobromina, substância que age no sistema nervoso e aumenta a concentração e o estado de alerta, e também é rico em vitamina C e fibras, nutrientes que ajudam a combater a prisão de ventre, favorecer a perda de peso, além de prevenir a anemia e o envelhecimento precoce.
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De acordo com a Tabela Brasileira de Composição de Alimentos, a cada 100g de fruta, o cupuaçu possui:
Além da polpa, as sementes do fruto também são aproveitadas. De acordo com o artigo ‘Proteínas da semente de cupuaçu e alterações devidas à fermentação e à torração’,  as sementes do cupuaçu apresentam semelhanças botânicas e químicas com as sementes do cacau, possibilitando a sua utilização na fabricação de produtos semelhantes ao chocolate, popularmente chamados de cupulates.
O processamento das sementes segue etapas parecidas com as utilizadas no beneficiamento do cacau, como a fermentação, a secagem e a torração. Segundo o estudo, a fermentação é considerada uma fase essencial, pois é responsável pela formação dos compostos do sabor.
O artigo destaca que o processo acontece naturalmente por meio da atividade microbiana presente na polpa que envolve as sementes. Além disso, durante a fermentação, são produzidos álcool, ácidos orgânicos e calor, fatores que promovem transformações importantes para a qualidade final do produto.

Darwin Andrade – Jornalista do JMV News
Jornalista

Darwin Andrade