A Braskem já apresentou aos credores detentores de títulos de dívida emitidos pela companhia no exterior uma proposta para alongamento por cinco anos desses compromissos, apurou a Coluna. No desenho inicial e de onde partem as conversas formais entre a empresa e seus credores, a companhia ainda propôs uma redução de 2 pontos porcentuais no cupom (juro) dessa dívida. A companhia somava, ao fim do primeiro trimestre de 2026, uma dívida bruta de US$ 9,4 bilhões (R$ 48,6 bilhões pelo câmbio atual). Desse montante, a dívida em moeda estrangeira representava 91%.
A alavancagem da companhia está em 16,81 vezes (dívida líquida/Ebitda dos últimos 12 meses) e a intenção, de acordo com fontes, é reduzir para a casa de um dígito ao longo do tempo. Para analistas que acompanham a situação, a empresa vive uma condição de liquidez muito grave e um plano de reestruturação que não envolva corte de sua dívida – como o que está sendo aventado inicialmente – pode não ser sustentável. Os preços dos bonds subiram no mercado de dívida, mas para uma fonte existe um otimismo cego de que a companhia poderá se beneficiar da alta temporária nos spreads (diferença entre o preço da matéria-prima e o dos produtos petroquímicos) por conta da guerra no Oriente Médio. “A verdade é que, a empresa voltará a queimar caixa e as métricas de crédito vão piorar”, disse a fonte do mercado.
Esta notícia foi publicada na Broadcast+ no dia 10/06/2026, às 16:35
A Broadcast+ é uma plataforma líder no mercado financeiro com notícias e cotações em tempo real, além de análises e outras funcionalidades para auxiliar na tomada de decisão.
Para saber mais sobre a Broadcast+ e solicitar uma demonstração, acesse.