A cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), em tese, deveria ser apenas para regular o câmbio, o crédito e outras operações, mas, no ano passado, atingiu o maior patamar em 14 anos. “Com aquele sobe e desce do IOF, a arrecadação veio uma beleza, aumentando o custo do dinheiro como só foi visto 14 anos atrás. E o curioso é que, se a gente voltar 14 anos atrás, a gente chega em qual governo? No governo Dilma (Rousseff). Então é recorde em cima de recorde”, diz a colunista do Estadão Maria Carolina Gontijo, a Duquesa de Tax, no programa Fala, Duquesa!
Segundo ela, na época a explicação foi que se tratava de uma medida regulatória para operação financeira e que não chegaria até o consumidor. Mas a economia não funciona em caixinhas separadas, como se cada pessoa pagasse apenas o imposto que aparece ali no nome dela, diz a colunista.
“A cadeia produtiva inteira usa operações financeiras. A indústria precisa de crédito; a transportadora financia um caminhão; e a empresa usa capital para comprar estoque, pagar folha, segurar caixa, importar insumo, atravessar um mês ruim. E, quando a sua operação fica mais cara, esse custo vai parar no preço.”
Se a empresa não consegue jogar no preço, ela corta investimento, reduz contratação, aperta fornecedor, segura expansão. “Então, de um jeito ou de outro, a conta chega no bolso de alguém. E adivinha quem costuma ser esse alguém? O consumidor, inclusive o consumidor mais pobre.”
Todas as quintas-feiras, às 9h30, a Duquesa de Tax faz reacts (comentários sobre outros vídeos ou entrevistas) do noticiário econômico no Estadão. Além disso, tem o programa semanal Não vou passar raiva sozinha. Os vídeos inéditos vão ao ar sempre às segundas-feiras, às 9h30, para assinantes do Estadão. Cortes do programa são distribuídos ao longo da semana nas redes sociais e na Rádio Eldorado. A atração também tem uma versão em podcast.
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