Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido pelo apelido de “Sicário”, faleceu na sexta-feira (6/3) após passar dois dias internado em um hospital de Belo Horizonte. Segundo a Polícia Federal, ele tentou se suicidar após ser detido na quarta-feira (4/3) durante a terceira fase da operação Compliance Zero, que investiga possíveis fraudes no Banco Master.
“Sicário” é descrito como membro de uma suposta “milícia pessoal” do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, que também foi preso na mesma operação. O termo Sicário refere-se a um assassino de aluguel, e, de acordo com documentos da PF, esse apelido se aplicava a Luiz Phillipi, que teria a função de vigiar e ameaçar empresários, ex-funcionários e jornalistas.
Ele liderava um grupo chamado “Turma”, que reunia indivíduos com experiência em segurança. As investigações indicam que ele recebia mensalmente R$ 1 milhão de Vorcaro para realizar suas atividades, valor que era repassado por Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, e depois dividido entre os membros da equipe.
Luiz Phillipi possui um longo histórico criminal, incluindo passagens por furto qualificado, ameaças e infrações de trânsito. Ele também já havia sido alvo de investigações por estelionato e associação criminosa. Na quarta-feira, sua prisão preventiva foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), em uma investigação que apura possíveis crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos eletrônicos, todos relacionados a uma organização criminosa.
Na mesma operação, Daniel Vorcaro foi detido e transferido para o Presídio Federal de Brasília na sexta-feira, junto com seu cunhado, Fabiano Zettel.
Durante a custódia na Superintendência Regional da PF em Minas Gerais, “Sicário” tentou contra a própria vida. A Polícia Federal informou que, ao perceber a situação, os investigadores presentes prestaram socorro imediato, iniciaram os procedimentos de reanimação e acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Luiz foi levado ao Hospital João XXIII, onde ficou em estado grave até a sexta-feira, quando os médicos iniciaram o protocolo de morte encefálica, sendo declarado falecido às 18h55.