No sábado (31), a mãe de Alice Maciel Lacerda Lisboa, uma menina autista não verbal de quatro anos que desapareceu na última quinta-feira (29) em Bituri, na Zona Rural de Jeceaba, Minas Gerais, fez um novo apelo à população. As buscas pela criança completaram três dias ininterruptos.
Em entrevista à Itatiaia, Karine Maciel Lacerda, de 24 anos, relatou que ainda não há informações concretas sobre o paradeiro da filha e pediu à comunidade que se abstenha de enviar mensagens ou fazer ligações com notícias irrelevantes. “Hoje é o terceiro dia de buscas pela Alice, e ainda não conseguimos encontrá-la. Por favor, quem não tem novidades relevantes, evitem me ligar ou criar falsas esperanças, pois meu telefone está muito congestionado. Notícia errada apenas aumenta a minha angústia”, pediu.
Karine enfatizou que só está interessada em informações de quem realmente tenha visto a criança ou possua imagens que possam auxiliar na sua localização, como gravações de câmeras de segurança.
Ela também comentou que, caso sua filha seja encontrada, se compromete a agradecer publicamente a todos que ajudaram na divulgação do caso. Enquanto isso, solicitou que as pessoas continuem compartilhando informações, uma vez que Alice ainda permanece desaparecida. “Continuem divulgando. Já faz dois dias que ela está sem medicação. Como mencionei, ela estava sem roupas. Se alguém a viu, por favor, entre em contato comigo”, pediu.
Por último, a mãe de Alice expressou sua gratidão pelo apoio recebido e convidou voluntários que queiram ajudar de maneira efetiva nas buscas, ressaltando que o foco deve ser a contribuição e não a curiosidade.
As operações de busca por Alice prosseguiram durante a madrugada de sábado (31) e seguem de forma contínua. Este é o terceiro dia de esforços, que, de acordo com o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, conta com 12 equipes e 38 militares, além de dois cães.
O desaparecimento de Alice ocorreu na quinta-feira (29), quando ela estava na casa da avó. A criança desapareceu por volta das 14h30, enquanto a avó atendeu uma ligação. Em uma declaração anterior, Karine fez um apelo para que sua filha fosse encontrada com vida. “Por favor, se alguém a pegou, devolvam-na. Sem medicação ou em um ambiente desconhecido, ela fica muito estressada, morde, grita, chora e bate a cabeça no chão”, implorou.
As buscas contam com a participação de mais de cem pessoas, incluindo voluntários, bombeiros, policiais e equipes da Defesa Civil. Estão sendo utilizados cães farejadores e drones equipados com câmeras térmicas. Karine também mencionou que o sítio tem uma piscina e que Alice estava vestindo roupas de banho, pois costumava passar muito tempo naquele local. A avó inicialmente pensou que a criança tinha ido nadar, mas ela não foi encontrada nem na piscina nem em outras áreas do sítio.
Qualquer informação sobre Alice pode ser reportada à Polícia Militar (PM) pelo telefone 190.