Entre os dias 9 e 10 de janeiro, o Sul do Brasil enfrentou a passagem do primeiro ciclone extratropical do ano, causando prejuízos em 18 municípios do Rio Grande do Sul, conforme o relatório da Defesa Civil estadual divulgado neste domingo (11/1). As fortes tempestades e ventos intensos afetaram tanto áreas urbanas quanto rurais, incluindo a Região Metropolitana de Porto Alegre.
As autoridades relataram que, apesar dos danos, não há registros de pessoas desalojadas ou feridas. No entanto, diversas cidades enfrentaram alagamentos, destelhamentos e quedas de árvores.
O último aviso emitido pela Defesa Civil neste domingo, por volta das 17h, alertava a população sobre o alto risco de instabilidades, incluindo chuvas, ventos e granizo, especialmente no litoral norte do estado, com validade até as 18h.
Em Cruzeiro do Sul, várias residências tiveram seus telhados danificados, uma situação semelhante à de Caçapava do Sul, onde casas também sofreram prejuízos. Fortaleza dos Valos viu galpões e moradias serem afetados pelos ventos.
Itaara registrou a queda de uma árvore sobre a BR-158, no trecho entre o município e Santa Maria, que também enfrentou danos em residências e queda de árvores. Em São Pedro do Sul, uma árvore atingiu uma casa, causando danos ao telhado, enquanto São Vicente do Sul relatou estragos em imóveis.
Lagoa Vermelha e Soledade também contabilizaram danos em residências e quedas de árvores. Vila Maria enfrentou destelhamentos, bloqueios de estradas e interrupções no fornecimento de energia e telecomunicações. Em Não-Me-Toque, árvores caíram nas ruas urbanas.
Mato Leitão teve três casas com danos parciais nos telhados e uma outra com a cobertura totalmente destruída. Minas do Leão reportou alagamentos em cinco imóveis, telhados danificados em dois e queda de postes. Pantano Grande também registrou prejuízos em telhados de residências.
Em Parobé, o ciclone derrubou árvores e afetou os telhados de aproximadamente 30 casas. Rio Pardo teve duas residências danificadas, enquanto em Venâncio Aires, três árvores caíram em vias urbanas, causando danos a quatro casas. Lajeado também enfrentou quedas de árvores em várias áreas.
Na sexta-feira (9/1), o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) havia emitido um alerta vermelho para a possibilidade de tempestades graves nos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, indicando chuvas superiores a 60 mm/h ou mais de 100 mm/dia, assim como ventos acima de 100 km/h e granizo. Venâncio Aires, no centro gaúcho, registrou queda de granizo nesse mesmo dia.
Em Santa Catarina, o alerta abrangia todas as regiões, com previsão de chuvas intensas em Florianópolis, Vale do Itajaí, Oeste Catarinense e na região Serrana. O Paraná também estava sob alerta, especialmente nas áreas da Grande Curitiba e nas regiões Sul e Oeste.
Atualmente, o Rio Grande do Sul continua sob aviso de vendaval e chuvas acumuladas pelo Inmet, embora em alerta amarelo, que indica perigo potencial. O ciclone deve se afastar do litoral brasileiro ao longo desta segunda-feira (12/1).