Em sua decisão nesta sexta-feira (19/12), que permitiu ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) realizar uma cirurgia devido à identificação de uma hérnia inguinal bilateral, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido para modificar os horários das sessões de fisioterapia que Bolsonaro pode realizar durante o período de banho de sol na prisão. A defesa do ex-presidente solicitou ao STF a alteração dos horários para acomodar o profissional que o atenderia. Contudo, Moraes determinou que o profissional deve se ajustar aos horários estabelecidos pela superintendência da Polícia Federal (PF).
Atualmente, Jair Bolsonaro encontra-se detido preventivamente em Brasília. O indeferimento do pedido ocorreu no mesmo despacho que autorizou a cirurgia. A decisão se baseou em um laudo da Polícia Federal, que destacou a necessidade de um procedimento cirúrgico eletivo, recomendando que a operação fosse realizada o quanto antes devido a complicações relacionadas à hérnia, que incluem piora no sono e na alimentação, além de um aumento do risco de complicações por pressão intra-abdominal elevada.
Ao revisar o laudo, Moraes permitiu a cirurgia para correção da hérnia inguinal bilateral, enfatizando, no entanto, que a intervenção não é considerada urgente. A perícia indicou que a cirurgia pode ser programada, ficando a cargo da defesa informar a data desejada para a realização do procedimento.