A presença de produtores artesanais em feiras e eventos oficiais está aumentando a visibilidade da cachaça brasileira no cenário internacional. Recentemente, a Cônsul-Geral de Taiwan, Angeles Chu, participou do lançamento das Rotas da Cachaça em São Paulo, onde teve a oportunidade de degustar uma das cachaças premiadas na segunda edição de um concurso dedicado à bebida. O Mundo Agro aproveitou a ocasião para conversar com a diplomata sobre suas impressões.
Mundo Agro: O que você achou da cachaça elaborada por Ferruccio Scotuzzi, que recebeu cinco certificações?
Angeles Chu: A cachaça do senhor Ferruccio é realmente única. Já experimentei várias cachaças, mas a dele se destaca por um sabor delicado e levemente adocicado, que evoca o campo brasileiro. Na minha visão, é uma bebida digna de prêmios.
Mundo Agro: Existe alguma bebida semelhante à cachaça em Taiwan?
Angeles Chu: Sim, em Taiwan temos um licor feito de sorgo com aproximadamente 58 graus de álcool, que se assemelha à aguardente. Vejo muitas semelhanças entre o licor de sorgo taiwanês e a cachaça brasileira.
Mundo Agro: Você acredita que pode haver um intercâmbio cultural ou comercial entre essas bebidas?
Angeles Chu: Com certeza. Vejo um grande potencial para um intercâmbio cultural e comercial entre o licor de sorgo e a cachaça do Brasil.
Mundo Agro: Atualmente, a cachaça brasileira é importada para Taiwan ou isso pode se tornar uma realidade no futuro?
Angeles Chu: No momento, não há importação em larga escala, mas vejo um grande potencial para que isso aconteça no futuro. Por isso, estou participando deste evento, que considero muito interessante, pois me permite conhecer a diversidade e os diferentes estilos de cachaça produzidos no Brasil.