O encontro entre Henrique Casttro e o grupo Menos é Mais, durante a gravação do projeto “Som de Casa” na última quarta-feira (26/11), resultou em um rico compartilhamento de histórias e bastidores que inspiraram novas composições. Em uma conversa com a repórter Jussara Ávila, do portal LeoDias, o cantor falou abertamente sobre como o pagode influenciou sua trajetória musical e a maneira como a colaboração alterou sua abordagem na composição.
“O Menos é Mais quebrou um paradigma na minha mente. Eu percebi que não sou apenas sertanejo. Sou sertanejo, sou pagode, sou tudo que conecta meu coração ao das pessoas”, declarou o artista, que destacou que a fusão de gêneros aconteceu quase por acaso. “A música começou como um reggaeton e, no decorrer do processo, se transformou em outra coisa graças às ideias criativas do Dudu Borges e da turma aqui”, comentou, gesticulando em direção ao grupo.
Henrique também refletiu sobre o desafio de se adaptar ao estilo da banda. “Eu tive que me dedicar muito para fazer um pagode autêntico, porque, após o sucesso de ‘P de Pecado’, a demanda por pagode cresceu. Eles me levaram a evoluir imensamente […] Eles são um verdadeiro presente em minha vida. Este ano, foi o que menos trabalhei e mais acertei. ‘P de Pecado’ se tornou um fenômeno, representando cerca de 3% da música brasileira atualmente. É impressionante”.
Os integrantes do grupo retribuíram os elogios ao cantor. Góis, membro do Menos é Mais, compartilhou como observou de perto o processo criativo de Henrique. “Do nada, ele começa a conversar e já está pensando numa letra. Estávamos na academia quando ele disse: ‘Irmão, tô sofrendo’. Ele saiu, voltou e já tinha a música pronta. Ele é assim”, relatou.
Henrique confirmou a história: “Vivi essa experiência intensamente. Fiz a música na academia e, às sete da noite, já enviei a versão produzida para o Góis”. Ele explicou que a colaboração resultante desse projeto traz uma “sofrência dentro do pagode”, com uma letra que reflete vivências pessoais. “Várias duplas sertanejas de sucesso já me contataram querendo essa música. Eu a guardo com muito carinho porque a vivi de verdade”.
O grupo, por sua vez, celebrou a harmonia criativa. “Quando nos unimos, sempre surgem boas ideias”, afirmou um dos integrantes. Por fim, Henrique Casttro elogiou a organização da banda nos bastidores. “O Menos é Mais opera como uma empresa multinacional. Cheguei a dizer ao Jair, empresário deles: ‘Me ajudem, porque vocês estão anos-luz à frente’”.