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Drica Moraes fala abertamente sobre sua vida sexual: “Experimento desejo e satisfação com meus parceiros”

(Reprodução/Instagram @oficialdricamoraes)

Aos 56 anos, Drica Moraes não se envolve em um relacionamento desde que se separou do médico Fernando Pitanga, há cinco anos. Em uma conversa com o site Heloisa Tolipan, a atriz compartilhou detalhes sobre sua vida amorosa, revelando que, com a maturidade, aprendeu a explorar melhor seu corpo para intensificar o prazer durante suas experiências íntimas. “Sinto um grande desejo e uma satisfação imensa com meus parceiros… e já estou falando no plural. Como diria Zezé Motta, nunca estou sozinha. É um privilégio entender o próprio corpo e descobrir onde e como se sente prazer. Quando somos jovens, muitas vezes nos sentimos inseguras e críticas em relação a nós mesmas, o que pode tornar a experiência sexual desafiadora. Na maturidade, é como se surfássemos nas ondas da vida”, disse a artista.

Drica enfatizou a relevância do autoconhecimento: “É maravilhoso se conhecer. Proporciona um desejo imenso de se jogar na vida, mas com uma compreensão profunda desse ‘jogo’. Amar o processo de amadurecer é algo lindo. Sou grata por estar viva e cheia de energia”.

A atriz também está de volta aos palcos com a comédia “Férias”, ao lado de Enrique Diaz, que está em cartaz no Rio de Janeiro e representa uma declaração artística contra o apagamento da maturidade. Em sua entrevista, Drica afirmou que se sente no auge de sua carreira. “Os atores com mais de 50 anos frequentemente são excluídos das narrativas audiovisuais. As atrizes, então, desaparecem. Não há mais espaço para a mulher jovem, a amante ou a ‘gatinha’. O que sobra são papéis de mulheres abandonadas ou sofredoras. É apenas desgraça para as mulheres de 50 anos. Contudo, eu me sinto no auge de tudo, da minha sexualidade, completamente renovada”, declarou.

Por fim, Moraes comentou sobre o etarismo em sua profissão: “Ainda parece que estamos lidando com uma questão de cotas. Raros são os atores com mais de 70 anos que têm narrativas significativas, por exemplo. Muitas vezes, é como se fosse apenas para inglês ver. Precisamos de histórias autênticas e impactantes, que incluam a diversidade etária. Há muita vida após a fase que pensávamos ser a melhor parte da nossa existência”.

Darwin Andrade – Jornalista do JMV News
Jornalista

Darwin Andrade