No último fim de semana, tive a chance de maratonar a fascinante série Os Donos do Jogo. Esta produção brasileira apresenta uma narrativa ficcional sobre os conflitos entre bicheiros no Rio de Janeiro, evocando a mesma atmosfera do aclamado documentário Vale o Escrito, disponível na Globoplay. A temporada segue a trajetória de um jovem audacioso em sua busca pela ascensão no mundo dos contraventores.
Recentemente, não vi muitas obras audiovisuais tão cativantes. É gratificante observar diferentes plataformas de streaming investindo em conteúdos que se conectam com o imaginário coletivo do Brasil.
Os Donos do Jogo consegue rapidamente estabelecer uma conexão com seus personagens e suas tramas intrincadas. O roteiro, apesar de algumas reviravoltas previsíveis, é relativamente surpreendente, e as atuações elevam a qualidade da série. Giullia Buscacio e Mel Maia se destacam como as irmãs que protagonizam o conflito central da narrativa. Pessoalmente, acho que a série poderia se chamar As Donas do Jogo. No entanto, não posso deixar de mencionar o excelente desempenho do restante do elenco, que conta com talentos como Juliana Paes, Chico Diaz, Xamã, Ruan Aguiar e o protagonista André Lamoglia, que brilha como o herói de ação, mesmo que seu tom um tanto monocórdio possa ser irritante.
Um dos principais problemas de Os Donos do Jogo é a escassez de episódios. Venho de uma época em que qualquer série de TV contava com pelo menos 22 episódios por temporada. Lembro com saudade de A Grande Família, que chegou a ter 38 episódios em algumas de suas longas temporadas na Globo.
Consegui assistir a tudo em apenas dois dias e agora terei que aguardar um ano, ou até mais, para continuar acompanhando as maldades e intrigas desses personagens fictícios. Uma verdadeira pena, pois certamente há material inspirador de sobra para os roteiristas.
Voltaremos em breve com mais novidades.