A cidade de Santo André, localizada na região do ABC Paulista, começou a imunizar bebês de 6 a 11 meses e 29 dias contra o sarampo, com a aplicação da dose zero da vacina tríplice viral. A medida, adotada de forma emergencial, visa ampliar a proteção dessa faixa etária, considerada especialmente vulnerável às complicações da doença, em um momento em que o município registra o primeiro caso confirmado de sarampo neste ano.
A iniciativa ocorreu logo após a confirmação de um caso de sarampo na cidade, reforçando a preocupação das autoridades de saúde pública com a propagação do vírus na região. A vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, é tradicionalmente administrada a partir dos 12 meses de idade, conforme o calendário nacional de vacinação. No entanto, diante do risco de contágio, a Secretaria Municipal de Saúde de Santo André decidiu ampliar a imunização para essa faixa etária mais jovem, uma estratégia que busca conter a disseminação do vírus e evitar novos casos.
A aplicação da dose zero não substitui as vacinas previstas no calendário oficial, que são gratuitas e recomendadas para crianças de 12 meses a 59 meses de idade. A medida emergencial é uma resposta rápida às circunstâncias atuais, visando fortalecer a imunidade coletiva na comunidade e proteger especialmente os bebês que ainda não receberam a vacinação padrão.
Até o momento, o estado de São Paulo registra um total de 36 casos confirmados de sarampo em 2023. A maior parte dessas ocorrências concentra-se na capital paulista, com 32 casos confirmados, enquanto as demais se distribuem entre cidades do ABC Paulista e regiões próximas. São Bernardo do Campo confirmou dois casos, Guarulhos um, e Santo André, até então, possui um registro oficial da doença.
A preocupação com o aumento de casos de sarampo no estado reflete uma tendência de retomada do vírus após anos de controle relativamente eficaz, o que reforça a necessidade de campanhas de vacinação e ações de vigilância epidemiológica. Especialistas alertam que o sarampo é uma doença altamente contagiosa, podendo levar a complicações graves, especialmente em crianças pequenas, como pneumonia, encefalite e até óbito.
A iniciativa de Santo André, portanto, representa uma estratégia importante para ampliar a cobertura vacinal na cidade e evitar que o vírus se espalhe ainda mais. As autoridades de saúde continuam monitorando a situação e reforçam a importância da vacinação em todas as faixas etárias recomendadas, além de manter campanhas de conscientização para a população.