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Calor aumenta risco à saúde dos jogadores de Brasil e Noruega

CBF/Divulgação

A Seleção Brasileira enfrenta a Noruega, neste domingo (5/7), às 17h (horário de Brasília), no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos. Além da disputa em campo, os jogadores terão de lidar com um adversário que pode pesar no rendimento e na saúde: o calor.
Em partidas de alta intensidade, como em uma Copa do Mundo, temperaturas elevadas aumentam o desgaste do organismo. O corpo precisa manter o esforço físico, controlar a temperatura interna e compensar a perda de líquidos pelo suor. Quando a reposição não acompanha a perda, cresce o risco de desidratação, câimbras, queda de rendimento e exaustão pelo.
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Durante uma partida, o organismo dos atletas produz mais suor para tentar controlar a temperatura corporal. Ao mesmo tempo, precisa enviar sangue para os músculos em atividade e também a pele para ajudar na dissipação do calor. O resultado é uma sensação maior de esforço e fadiga mais rápida.
De acordo com o médico do esporte Anderson Clayton Sant’Anna, da plataforma de consultas médicas INKI, o cenário fica ainda mais difícil quando há alta umidade do ar, porque o suor evapora com menos eficiência.
“Em ambientes quentes e úmidos, o atleta perde a capacidade de sustentar esforços intensos repetidos, o que compromete tanto o rendimento físico quanto a tomada de decisões durante o jogo”, explica.

Na prática, o calor pode afetar arrancadas, recomposição defensiva, precisão nos passes e capacidade de manter a concentração até o fim da partida. O preparo físico ajuda, mas não elimina os efeitos do calor.
Jogadores de elite suportam cargas intensas de treino e competição, mas também produzem muito calor corporal durante o esforço. Quando o ambiente externo está quente, o organismo trabalha mais para evitar o superaquecimento.
Atletas pouco acostumados a jogar em temperaturas elevadas podem sentir mais dificuldade. A aclimatação (adaptação ao clima), costuma ajudar o corpo a lidar melhor com calor, umidade e altitude.
Segundo especialistas, seleções habituadas a treinar em regiões mais quentes podem ter vantagem na resposta fisiológica durante a partida. Mas, sem cuidados adequados, o calor pode levar a desidratação, tontura, dor de cabeça, náuseas, câimbras, queda brusca de desempenho, confusão mental e, em casos mais graves, hipertermia e insolação.
Na Copa de 2026, as pausas para hidratação durante as partidas ganham papel importante para preservar a saúde dos atletas. Elas permitem que os jogadores recuperem parte dos líquidos perdidos, reduzam a sobrecarga do calor e reorganizem o esforço físico ao longo do jogo.
Segundo o médico do esporte André Pedrinelli, da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte, a medida ajuda a dividir a partida em períodos mais seguros para o organismo.
“As pausas para hidratação transformam o jogo em blocos mais equilibrados e ajudam o organismo a suportar melhor as exigências físicas impostas pela partida”, afirma.

Além da água, a reposição pode incluir eletrólitos, como sódio, potássio e magnésio, minerais importantes para a função muscular e neuromuscular. Em dias muito quentes, atletas podem perder mais de um litro de suor por hora, o que torna a hidratação uma estratégia de saúde e desempenho.
No confronto deste domingo, válido pelas oitavas de final da Copa, Brasil e Noruega precisarão administrar não apenas a parte técnica e tática, mas também o impacto das condições climáticas.
Em uma Copa marcada por jogos em diferentes regiões da América do Norte, o controle da temperatura corporal e a hidratação adequada passam a ser parte essencial da preparação. Em campo, o calor pode não aparecer no placar, mas pode influenciar o ritmo, as decisões e a resistência dos jogadores até o apito final.

Darwin Andrade – Jornalista do JMV News
Jornalista

Darwin Andrade