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Anvisa adverte sobre a ilegalidade de peptídeos injetáveis comercializados online

Mika Baumeister / Unsplash

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um alerta sobre a venda de peptídeos injetáveis que prometem benefícios como a estimulação da produção de colágeno, aceleração da cicatrização e melhoria na recuperação muscular. Esses produtos não possuem registro na Anvisa e, portanto, não podem ser comercializados para fins de saúde ou procedimentos estéticos no Brasil. A advertência foi divulgada pela própria agência em resposta à crescente circulação desses produtos nas redes sociais e na internet.

De acordo com a Anvisa, substâncias como GHK-CU, BPC-157, TB-500, CJC-1295 e ipamorelina estão fora da regulamentação em qualquer categoria, seja como medicamentos, suplementos alimentares ou cosméticos. A falta de autorização implica que esses peptídeos não oferecem garantias sobre segurança, qualidade, composição ou origem, o que representa um risco significativo para os consumidores.

Os peptídeos são moléculas que o organismo humano produz naturalmente e desempenham papéis fundamentais em diversas funções biológicas, incluindo cicatrização, resposta imunológica e regulação hormonal. No entanto, a Anvisa ressalta que a presença de peptídeos no corpo não garante que todos os produtos que contenham essas substâncias sejam seguros ou eficazes.

Embora a medicina utilize peptídeos em tratamentos estabelecidos, como a insulina, que é empregada no controle do diabetes há mais de um século, e medicamentos à base de semaglutida e tirzepatida, que são utilizados para tratar diabetes e obesidade, esses produtos passaram por rigorosos estudos científicos e avaliações das autoridades sanitárias antes de serem aprovados para uso.

A Anvisa também destaca que as substâncias mencionadas, quando divulgadas para fins estéticos ou para aprimorar o desempenho físico, não têm autorização para serem utilizadas como suplementos alimentares no Brasil. É importante ressaltar que, segundo a legislação vigente, os suplementos alimentares devem ser administrados via oral, o que exclui a possibilidade de haver suplementos injetáveis regularizados no país.

Além disso, a Anvisa informa que os peptídeos em questão não têm registro como medicamentos. Para que um produto receba essa autorização, é necessário apresentar estudos que comprovem sua segurança e eficácia. A agência enfatiza ainda que medicamentos manipulados só podem ser preparados mediante prescrição médica e em farmácias de manipulação que estejam devidamente regularizadas.

Diante deste cenário, a Anvisa recomenda cautela aos consumidores que se deparam com a oferta desses peptídeos injetáveis, alertando que a utilização de produtos não regulamentados pode acarretar riscos à saúde e à segurança.

Darwin Andrade – Jornalista do JMV News
Jornalista

Darwin Andrade