A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) emitiu um alerta sobre o aumento da variante da influenza A (H3N2), conhecida como gripe K, que já está impactando os indicadores de saúde no Hemisfério Sul. Com a temporada de inverno se aproximando, autoridades temem um aumento acentuado de casos, o que pode sobrecarregar os serviços de saúde. No Brasil, a taxa de positividade para influenza subiu de menos de 5% para 7,4% em março, evidenciando a crescente circulação do vírus.
O monitoramento genético revelou que 72% das amostras analisadas até março pertencem ao subclado K, indicando uma predominância que reflete tendências observadas no Hemisfério Norte. Embora a gripe K não seja um novo vírus, mas uma variação conhecida, a preocupação reside na sua capacidade de transmissão, que pode prolongar a temporada gripal. Os sintomas permanecem os mesmos da influenza clássica.
Além disso, o boletim Infogripe da Fiocruz destaca um aumento nos casos de síndrome respiratória aguda grave em todo o país, com 24 das 27 unidades federativas em estado de alerta. O vírus sincicial respiratório também apresenta uma circulação antecipada, afetando principalmente crianças e aumentando o risco de complicações respiratórias.
Diante desse cenário, a Opas recomenda um reforço nas campanhas de vacinação, que continuam a ser a principal estratégia para prevenir internações. A vacina contra gripe, que abrange a cepa H3N2, já demonstrou eficácia no Hemisfério Norte e está sendo disponibilizada no Brasil, priorizando grupos vulneráveis como idosos e crianças.
Com a chegada do frio, a combinação de vacinação e vigilância se torna crucial para conter a disseminação de vírus respiratórios. Mantenha-se informado sobre saúde e ciência, acompanhando nossas atualizações.