Em um anúncio recente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) elogiou o Brasil pela eliminação da transmissão vertical do HIV. O país se destaca como o primeiro da América do Sul e o mais populoso das Américas a alcançar esse importante feito. Através de uma publicação em sua conta no X (anteriormente conhecido como Twitter), o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, ressaltou os esforços do Brasil no combate ao vírus, afirmando que o sistema de saúde do país demonstrou a viabilidade de erradicar a transmissão da doença. A declaração foi feita na última sexta-feira (19/12).
A transmissão vertical do HIV refere-se ao repasse do vírus da mãe para o filho, que pode ocorrer durante a gestação, no parto, devido ao contato com sangue e fluidos, ou ainda, em algumas circunstâncias, durante a amamentação. Este tipo de contágio é uma das principais causas de infecção pelo HIV em crianças, afetando o sistema imunológico.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também expressou sua satisfação pela conquista em uma postagem no X, destacando a dedicação das autoridades de saúde. “É um motivo de orgulho para nosso país e para o SUS”, afirmou.
De acordo com a OMS, o Brasil cumpriu todos os requisitos necessários para a validação da eliminação da transmissão vertical do HIV, incluindo a redução desse tipo de contágio para menos de 2%, a cobertura superior a 95% de cuidados pré-natais, a realização de testes rotineiros para a detecção do HIV e o tratamento adequado para gestantes portadoras do vírus.
A validação inicial foi conduzida por uma comissão independente, com apoio da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), que examinou dados, documentação e o funcionamento das unidades de saúde. Em seguida, os resultados foram avaliados pelo Comitê Consultivo Global de Validação da OMS, que formalizou a recomendação da validação brasileira.
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