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Da alimentação aos medicamentos: o que realmente é eficaz na perda de peso

Getty Images

*Este artigo foi elaborado pelo professor Reiner Jumpertz-von Schwartzenberg, especialista em metabolismo clínico e pesquisa em obesidade da Universidade de Tübingen, na Alemanha, e publicado na plataforma The Conversation Brasil.

Atualmente, mais de 2,5 bilhões de adultos em todo o mundo enfrentam problemas de sobrepeso ou obesidade, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). Esse número alarmante revela uma crise de saúde pública global em expansão. A obesidade vai além da questão do peso: é um fator de risco significativo para várias doenças graves, como diabetes tipo 2, problemas renais, infartos e derrames. Com a crescente conscientização, muitos se perguntam: como posso emagrecer de forma saudável e sustentável?

A obesidade é uma condição multifacetada, influenciada por diversos fatores. Não se trata apenas de comer em excesso ou praticar pouca atividade física. Para muitas pessoas, questões emocionais e psicológicas desempenham um papel crucial. Estresse relacionado ao trabalho, preocupações financeiras, conflitos familiares ou ansiedade social podem resultar em comportamentos alimentares desregulados. Além disso, condições como a depressão podem afetar tanto os hábitos alimentares quanto a motivação para se exercitar.

O estilo de vida contemporâneo também contribui para o aumento de peso. Muitas pessoas passam horas em posições sedentárias – seja no trabalho, no trânsito ou em casa – e têm fácil acesso a alimentos processados e calóricos, que são amplamente promovidos. Essa combinação de fatores comportamentais, psicológicos, sociais e ambientais torna o ganho de peso cada vez mais difícil de evitar e, ainda mais, de reverter.

Como a obesidade possui múltiplas causas, suas soluções também devem ser diversas. Os tratamentos mais eficazes adotam uma abordagem integrada, onde profissionais de saúde – como psicólogos, nutricionistas e médicos – colaboram para apoiar os indivíduos em sua jornada de emagrecimento. Essa estratégia conjunta não se limita a dietas e exercícios, mas também aborda questões emocionais e mentais subjacentes.

Esse modelo de cuidado é especialmente benéfico para pessoas com pré-diabetes, caracterizada por níveis elevados de açúcar no sangue que ainda não atingiram o estágio de diabetes. Estudos demonstram que mudanças de estilo de vida, guiadas por uma equipe multidisciplinar, podem reduzir significativamente o risco de evolução para diabetes.

Embora uma meta de perda de 5% a 7% do peso corporal seja recomendada para diminuir os riscos à saúde, pesquisas recentes realizadas por nossa equipe em Tübingen, Alemanha, sugerem que a combinação de emagrecimento com controle dos níveis de açúcar no sangue é ainda mais eficaz. Dados de outra pesquisa indicam que focar nesses dois aspectos está associado a menos complicações do diabetes, como danos renais e problemas nos pequenos vasos sanguíneos.

Mas por que essa abordagem é tão eficaz? Aqueles que conseguem perder peso e controlar o açúcar no sangue tendem a reduzir a gordura visceral, um tipo de gordura acumulada em torno dos órgãos internos do abdômen. Essa gordura visceral é particularmente nociva, pois causa inflamação no corpo, o que pode prejudicar a ação da insulina, o hormônio responsável pela regulação do açúcar no sangue.

Felizmente, algumas mudanças no estilo de vida são eficazes na redução da gordura visceral. Atividade física regular – especialmente exercícios aeróbicos – e dietas ricas em ácidos graxos poli-insaturados (encontrados em nozes, sementes, peixes e óleos vegetais) se mostram especialmente benéficas. Dentre as diversas opções alimentares, a dieta mediterrânea, que prioriza grãos integrais, gorduras saudáveis, vegetais e proteínas magras, é particularmente eficaz.

A combinação de exercícios regulares com uma alimentação no estilo mediterrâneo não apenas contribui para a perda de peso, mas também promove a saúde cardiovascular e metabólica a longo prazo. No entanto, manter esses hábitos ao longo do tempo é um desafio para muitos.

Estudos indicam que uma parte significativa das pessoas que emagrecem acaba recuperando o peso perdido em poucos anos. Com o retorno do peso, também há um aumento dos riscos de saúde associados, como diabetes, hipertensão e colesterol elevado. Esse ciclo de emagrecimento e ganho de peso pode ser frustrante e emocionalmente desgastante, levando muitos a buscar alternativas para alcançar resultados mais duradouros.

Nos últimos tempos, os agonistas do receptor de GLP-1, uma classe de medicamentos originalmente desenvolvidos para tratar diabetes, têm se mostrado promissores na facilitação da perda de peso. Esses medicamentos imitam o hormônio GLP-1 (peptídeo-1 semelhante ao glucagon), que é liberado pelo intestino após a ingestão de alimentos. Ele ajuda a regular o apetite, promovendo a sensação de saciedade e estimulando a liberação de insulina, o que reduz os níveis de açúcar no sangue.

Entretanto, o uso de medicamentos baseados em GLP-1 para emagrecimento estético suscita preocupações éticas e de segurança. Embora possam ser eficazes, seu impacto a longo prazo em pessoas não obesas ainda é amplamente desconhecido. Os efeitos colaterais podem incluir náuseas, vômitos e complicações mais sérias. Portanto, a utilização desses medicamentos deve sempre ser supervisionada por um profissional de saúde.

Uma das principais desvantagens dos medicamentos GLP-1 é que seus benefícios geralmente desaparecem após a interrupção do tratamento, resultando em ganho de peso rápido. Assim, a manutenção do uso a longo prazo pode ser necessária para preservar os benefícios à saúde.

Para indivíduos com obesidade grave, especialmente aqueles que enfrentam complicações sérias como diabetes tipo 2 ou doenças cardíacas, a cirurgia bariátrica pode ser uma opção transformadora. Procedimentos como bypass gástrico ou gastrectomia vertical reduzem o tamanho do estômago e, em alguns casos, alteram a sinalização dos hormônios intestinais. O resultado é uma perda de peso significativa e duradoura, além da redução dos riscos de doenças associadas à obesidade, como doenças cardíacas e morte precoce. Embora a cirurgia bariátrica não seja adequada para todos, quando indicada, permanece como uma das intervenções mais eficazes disponíveis.

Pesquisadores estão atualmente desenvolvendo novos medicamentos que combinam os efeitos de múltiplos hormônios intestinais para potencializar a perda de peso. Alguns desses medicamentos podem alcançar resultados comparáveis aos da cirurgia bariátrica, embora a maioria ainda esteja em fase de testes clínicos.

Para aqueles que estão começando sua jornada de emagrecimento, a combinação de exercícios e uma dieta saudável, como a mediterrânea, continua sendo a melhor abordagem inicial. Essas mudanças, se mantidas, podem levar a melhorias duradouras no peso, no controle do açúcar no sangue e na saúde geral.

Para pessoas com níveis elevados de açúcar no sangue, é especialmente crucial focar na redução da gordura visceral por meio de mudanças combinadas no estilo de vida e controle glicêmico. E para aqueles que enfrentam a obesidade e suas complicações, as terapias medicamentosas e opções cirúrgicas oferecem ferramentas valiosas para apoiar mudanças permanentes.

Em última análise, a chave para uma perda de peso sustentável e uma melhoria da saúde reside na compreensão de que não existe uma solução única. É fundamental encontrar a combinação adequada de apoio, estratégias e conhecimento científico que funcione para cada indivíduo.

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Darwin Andrade – Jornalista do JMV News
Jornalista

Darwin Andrade