Em um cenário marcado pelo excesso de telas e pela crescente ansiedade entre adolescentes, conciliar alto rendimento escolar com saúde emocional tornou-se um dos principais desafios da educação contemporânea.
Segundo a pesquisa TIC Kids Online Brasil 2024, cerca de 93% dos brasileiros entre 9 e 17 anos acessam a internet diariamente, enfrentando riscos que vão do cyberbullying à dependência digital. Diante desse cenário, escolas têm sido pressionadas a repensar estratégias para reduzir os efeitos da hiperconectividade no aprendizado e no bem-estar dos estudantes.
Na prática, esse movimento já se reflete em instituições da capital mineira. Em Belo Horizonte, o Colégio Determinante tem estruturado sua proposta pedagógica com foco no acompanhamento individual e no protagonismo dos alunos.
Segundo a diretora pedagógica Camila Ferreira, o uso da tecnologia é restrito e direcionado para fins pedagógicos. “O colégio se adequa à regra nacional de não permitir o uso de celular em sala de aula. O objetivo é que o aluno se concentre em aprender em sala, sem acesso às redes sociais”, explica. Fora desse ambiente, plataformas educacionais são utilizadas como apoio à organização dos estudos e à consolidação do conteúdo.
Dependência digital e impactos no desenvolvimento
A dependência tecnológica, frequentemente associada à nomofobia (o medo de estar desconectado), afeta diretamente o sono e a atenção de adolescentes, com impactos no aprendizado, além de provocar alterações relevantes no desenvolvimento cognitivo, segundo relatórios da Organização Mundial da Saúde (OMS).
De acordo com a psicóloga do Colégio Determinante, Isabella Santos, o problema vai além do comportamento e atinge diretamente funções cognitivas essenciais. “O uso indiscriminado dos smartphones por adolescentes é uma questão extremamente preocupante, há prejuízos na atenção e na memória, além de comprometimento do sono e redução da interação presencial”, afirma.
Os efeitos da hiperestimulação digital também são observados na prática clínica. A médica psiquiatra Vitória Penido, ex-aluna da instituição, explica que o cérebro se adapta ao tipo de estímulo consumido. “As redes sociais oferecem recompensas muito rápidas e constantes. Com isso, o cérebro vai se acostumando a esse ritmo. O problema é que estudar exige tempo, repetição e tolerância ao tédio”, pontua.
De acordo com a Dra. Vitória, o excesso de estímulos fragmentados pode dificultar a concentração em tarefas longas, mas essa habilidade pode ser retomada com organização da rotina e redução de distrações digitais.
A psicóloga Isabella Santos destaca a importância de estratégias preventivas no ambiente escolar(foto: Colégio Determinante/Divulgação)
Diante desse contexto, a instituição aposta em um modelo que prioriza a individualização do ensino. Ao manter turmas reduzidas, o colégio busca fortalecer o acompanhamento próximo e antecipar sinais de dificuldade, sejam acadêmicos ou emocionais. “Conseguimos perceber olhares, posturas e expressões. Isso ajuda a identificar quem precisa de mais apoio”, afirma a diretora pedagógica, Camila.
Bullying e a importância da conexão humana
Outro fator que impacta diretamente a experiência escolar é o bullying, que hoje também se manifesta no ambiente digital e amplia riscos emocionais, exigindo atuação preventiva das escolas. Nesse cenário, a construção de vínculos e do senso de pertencimento ganha protagonismo.
É nesse contexto que a metodologia do Determinante trabalha a “Conexão” (espírito de equipe) como um de seus valores fundamentais, buscando criar um ambiente de convivência mais atento e colaborativo.
Na prática, esse cuidado se reflete em ações contínuas. Isabella Santos explica que o clima escolar é determinante para o bem-estar dos estudantes e que a instituição atua com estratégias preventivas e interventivas. “São realizadas rodas de conversa, mediação de conflitos, atendimentos individualizados e diálogo constante com as famílias”, detalha.
Já a diretora Camila, reforça que a instituição adota uma postura rigorosa no enfrentamento ao bullying. “O colégio tem tolerância zero e age imediatamente. Em casos mais sérios, promovemos rodas de discussão para falar sobre respeito e vulnerabilidades”, afirma.
Autonomia como estratégia para reduzir o estresse
Reconhecido pelo alto índice de aprovações em cursos de alta concorrência, como Medicina, o colégio utiliza o Sistema de Aprendizado Determinante (S.A.D.). A proposta foca na autonomia e no raciocínio lógico, transformando o estudo em um processo contínuo e menos dependente de momentos de pressão, o que reduz picos de estresse em períodos de avaliação.
O protagonismo estudantil é incentivado para que o jovem não seja apenas um receptor de informações, mas o gestor de sua própria evolução. A psiquiatra Vitória Penido, reforça que esse olhar individualizado foi decisivo em sua trajetória. “Não ser tratada como ‘mais uma aluna’, mas como a Vitória, fez toda a diferença. Esse olhar mais personalizado ajudou a direcionar meus estudos e sustentar a rotina de forma mais equilibrada”, relata.
Ela também chama atenção para os sinais de alerta quando o estresse ultrapassa níveis saudáveis, como alterações do sono, cansaço constante, dificuldade de concentração, irritabilidade e isolamento social. “Quando esses sinais começam a prejudicar o funcionamento do estudante, é importante buscar ajuda especializada”, orienta.
A psiquiatra Vitória Penido destaca a importância da saúde mental para o desempenho acadêmico sustentável dos estudantes
Para a diretora pedagógica, o equilíbrio também passa pela construção de rotinas saudáveis. “Não estimulamos o estudo até a exaustão. Valorizamos atividade física, lazer e vida social como parte do processo de aprendizagem”, explica Camila Ferreira.
A proposta pedagógica da instituição se baseia no tripé Humanidade, Conexão e Evolução. Nesse modelo, o desempenho acadêmico é resultado de uma formação que integra aprendizado, saúde emocional e relações sociais.
Nesse contexto, o suporte familiar também é peça-chave, segundo a psicóloga da instituição, a família deve atuar em conjunto com a escola. “É preciso diálogo, acompanhamento da rotina e manejo equilibrado das expectativas acadêmicas, sempre considerando a singularidade de cada estudante”, finaliza Isabella Santos.
Como conhecer de perto a proposta pedagógica
Para famílias que buscam uma formação sólida, alinhada às exigências acadêmicas e ao cuidado com a saúde mental, o Colégio Determinante convida a conhecer de perto sua proposta pedagógica.
Visitas guiadas, conversas com a equipe e a vivência do ambiente escolar permitem compreender, na prática, como o equilíbrio entre desempenho e bem-estar é construído no dia a dia. Saiba mais sobre o Colégio Determinante.