Na última segunda-feira (23), o governo de Minas Gerais anunciou a alocação de R$ 23 milhões para projetos de saneamento e restauração da Lagoa da Pampulha. Os fundos, que serão administrados pela Copasa, são parte de um acordo estabelecido com o Ministério Público Federal e as administrações municipais de Belo Horizonte e Contagem.
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Redes de esgoto
O projeto contempla a instalação de cerca de 12 km de redes para captação de esgoto na região da bacia da Pampulha. Deste total, 1 km será implantado em Belo Horizonte, enquanto mais de 11 km serão destinados a Contagem. Segundo informações do governo, essa intervenção permitirá que a capital alcance a cobertura total de coleta na área, enquanto Contagem se aproximará de 99%. Aproximadamente 700 residências em Contagem, incluindo moradias da ocupação Guarani Kaiowá, serão integradas ao sistema, proporcionando acesso ao saneamento básico em uma região que até então não contava com esse serviço.
Infraestrutura e entorno
Além da instalação da rede de esgoto, o pacote de obras prevê melhorias no bombeamento de resíduos para a Estação de Tratamento do Onça, assim como intervenções na avenida Otacílio Negrão de Lima, que circunda a lagoa. O intuito é aprimorar as condições de uso da Pampulha como um espaço de lazer e turismo. As ações também incluem a retomada da navegação turística na lagoa, que estava suspensa há anos. O projeto prevê a operação de um barco com capacidade para 80 passageiros, realizando três viagens diárias. A expectativa é que o serviço comece a operar entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026, dependendo do andamento do processo de licenciamento ambiental.