Fundado em 1984 por jovens oriundos das comunidades de Belo Horizonte, o Pé Rachado evoluiu das ruas para os palcos, firmando-se como uma das quadrilhas mais admiradas de Minas Gerais. Com 41 anos de história, o grupo não apenas preserva as tradições juninas, mas também traz arte, identidade e reflexão social aos arraiais da cidade.
O que teve início como uma brincadeira entre amigos do bairro Nova Gameleira, na Zona Oeste da capital, transformou-se em um verdadeiro patrimônio cultural mineiro. Ao completar 40 anos em 2024, a Quadrilha Pé Rachado construiu uma trajetória repleta de determinação, criatividade e um forte compromisso com as raízes das festas juninas.
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O grupo surgiu com a intenção de valorizar a cultura nordestina e celebrar o São João de maneira autêntica. Com trajes vibrantes, coreografias ensaiadas e enredos cada vez mais ricos, o Pé Rachado rapidamente se destacou em competições de quadrilhas na cidade e no estado.
Ao longo dos anos, a quadrilha evoluiu artisticamente, mantendo uma forte conexão com a comunidade. Suas apresentações frequentemente incorporam críticas sociais, humor e referências à vida cotidiana dos bairros periféricos de BH. Cada temporada traz um novo tema e figurinos originais, todos desenhados e confeccionados pelos próprios integrantes, que se envolvem em costura, dança e criação das coreografias de maneira colaborativa.
“Para nós, o Pé Rachado é mais do que uma quadrilha. É uma família e um espaço de resistência”, afirmam os membros, que celebram o aniversário com orgulho e emoção. O nome, originado de uma brincadeira entre amigos sobre o esforço dos ensaios sob o sol quente, se tornou um símbolo de uma identidade forte e irreverente.
Além das competições e apresentações tradicionais, o grupo promove oficinas e projetos educativos ao longo do ano, incentivando a inclusão social e valorizando a cultura popular. Nos últimos anos, o Pé Rachado ampliou sua atuação, se apresentando em eventos significativos do circuito cultural mineiro.
Para a Prefeitura de Belo Horizonte, iniciativas como essa são essenciais para a preservação das tradições e o fortalecimento da participação popular nas políticas culturais da cidade. “É uma manifestação viva da força da cultura comunitária”, ressaltou a Fundação Municipal de Cultura em comunicado.
Na sua 41ª temporada, o Pé Rachado continua a encantar o público, com passos firmes e o mesmo espírito coletivo que o originou, sempre com os pés no chão e o coração seguindo o ritmo da sanfona.