Depois de voltar atrás e cancelar uma ofensiva no Oriente Médio, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou, nesta quinta-feira (11), que um “acordo muito bom” havia sido alcançado com o Irã e anunciou que a assinatura poderia acontecer neste fim de semana na Europa. O movimento é radical, uma vez que o republicano, poucas horas antes, ameaçou novos ataques contra o país persa.
Trump acredita que o líder supremo do Irã, o aiatolá Mojtaba Khamenei, aprovou pessoalmente o acordo. “Entendo que a resposta é sim”, declarou o presidente norte-americano aos jornalistas no Salão Oval, na Casa Branca, quando foi questionado se Khamenei havia dado seu aval.
O republicano informou que o acordo em questão é “um memorando de entendimento muito importante”. Ainda segundo Trump, o pacto será assinado “talvez na Europa”, e ele não compareceria pessoalmente, mas enviaria o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance.
Ao longo do fim de semana, Donald Trump estará em Washington e organiza no domingo (14), data que coincide com o 80º aniversário dele, um torneio de artes marciais mistas (MMA) na Casa Branca.
Mais cedo, ainda nesta quinta-feira (11), Trump anunciou que havia cancelado um ataque “muito duro” que planejava realizar à noite contra o Irã.
“As conversas e os últimos pontos foram, em princípio e em detalhe, aprovados por todas as partes envolvidas”, prosseguiu, enumerando, entre outros, os países do Golfo, a Turquia e Israel, que junto com os Estados Unidos iniciaram o conflito com uma série de ataques contra o Irã em 28 de fevereiro.
Não houve reação imediata por parte do Irã.